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20/09/2010 - EPTV.com Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

MP investiga vazamento de informações sobre quadrilha de fraudadores

Chefe do grupo acusado de fraudar licitações teria até plano de fuga quando foi preso.

O Ministério Público vai investigar o vazamento de informações que quase comprometeu a investigação do Grupo Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e da Corregedoria da Polícia Civil, que acabou com a prisão, em Campinas, de uma quadrilha especializada em fraudes em licitações públicas.

Na noite de sexta-feira (17), o empresário José Carlos Cepera, apontado como líder do grupo, e outras sete pessoas foram presas. De acordo com os promotores, a operação teve de ser antecipada depois que escutas telefônicas revelaram que os envolvidos descobriram que estavam sendo investigados. Quando foi preso em um hotel de Atibaia, Cepera e um dos operadores tinham até um plano de fuga.

Segundo o promotor Amauri Silveira Filho, está evidente que alguma pessoa que participou da investigação avisou os integrantes da quadrilha e tentou obter benefício financeiro.

O grupo criminoso atuava em vários municípios do país e venceu pregões em pelo menos 11 municípios paulistas, entre eles Campinas, Hortolândia e Indaiatuba. Os contratos somam mais de R$ 615 milhões. Além das prisões, vários carros e motos de luxo apreendidos. Parte dos bens estava na casa de um lobista, em Campinas.

Eram duas formas de atuação. Em uma delas, dois lobistas que moram em Campinas pagavam propina a políticos e funcionários públicos para direcionar licitações, garantindo que as firmas que formavam o esquema vencessem. Na outra forma, eles também firmavam acordos com outras empresas para combinar preços e fazer com que as ofertas do grupo fossem sempre as mais baratas e, depois, os lucros eram divididos.

Segundo o promotor Amauri Silveira Filho, os participantes do esquema combinavam entre si e entravam em acordo sobre quem ganharia.

Sanasa

Os contratos da Sanasa com as empresas de José Carlos Cepera serão investigados pelo Ministério Público. No site da Ifratec Segurança e Vigilância, a companhia aparece como um dos principais clientes. No Diário Oficial, os detalhes de um contrato firmado em 2006. Para realizar a segurança patrimonial da Sanasa durante 12 meses, a Ifratec recebeu R$ 10,4 milhões. Os promotores descobriram que, além desta firma, o empresário mantinha outras cinco empresas em nome de laranjas e comandava um grupo com pelo menos dez pessoas, especializado em fraudar licitações.

Segundo o promotor, o bando cometeu inúmeras fraudes em diferentes estados. As escutas telefônicas traçaram quais eram as relações dos envolvidos. Em uma das ligações, o lobista Maurício Manduca fala com o governador do Tocantins e candidato à reeleição, Carlos Gaguim. Os promotores não revelaram o teor da conversa. Em entrevista, Gaguim afirma que todas as licitações estão corretas.

Além do empresário, de lobistas e de operadores, foram presos dois policiais civis do 11º Distrito Policial de Campinas.

A Prefeitura de Campinas determinou que a Sanasa investigue os contratos com as empresas denunciadas. A reportagem da entrou em contato com a Sanasa, mas a direção da autarquia informou que só vai se pronunciar depois de ser comunicada oficialmente da investigação.

A Prefeitura de Indaiatuba informou que suspendeu há dois meses a contratação de uma das empresas envolvidas, por suspeita de irregularidades, e que abriu sindicância interna para apurar o caso. A Prefeitura de Hortolândia está investigando a denúncia.

Os promotores disseram também que não há indícios de que servidores do Tribunal de Justiça ou do Ministério Público tenham envolvimento com as fraudes.

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