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20/09/2010 - Diário de São Paulo Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Bancoop: vítimas à espera de justiça

Por: Bruno Covas


Desde 2007, onze anos após sua criação, a Cooperativa Habitacional dos Bancários (Bancoop) vem sendo alvo de investigação do Ministério Público, com denúncias de possíveis irregularidades cometidas contra milhares de cooperados. Um ano depois, pedi a abertura de uma CPI sobre o assunto na Assembleia Legislativa. Na época, convidei, por duas vezes, o ex-presidente da Bancoop João Vaccari Neto para prestar esclarecimentos. Ele não compareceu.

Para o promotor José Carlos Blat, a Bancoop "é uma organização criminosa para fins político-partidários e enriquecimento ilícito". Segundo ele, houve desvio de finalidade da cooperativa, com diretores fundando empresas com fins lucrativos - para atender à própria cooperativa - e uso irregular de fundos de pensão. Ainda conforme o promotor, os dirigentes podem responder por apropriação, estelionato, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha ou bando.

Na CPI, instaurada em maio deste ano, a maioria dos cooperados ouvidos reclama a não entrega de imóveis já quitados por eles. Além disso, denunciam ter sido vítimas de pressão para cobrir rombo financeiro na cooperativa. Ao fim do pagamento integral dos contratos, foram avisados de que havia resíduo a ser pago, cujo valor, em alguns casos, passou dos 100% do valor contratado. Como se recusaram, foram avisados de que perderiam os imóveis. Alguns cooperados foram comunicados da venda de suas unidades para terceiros.

Para os diretores e funcionários da Bancoop ouvidos pela CPI, não houve desvio de dinheiro. Apenas uma readequação do orçamento em razão da mudança de gestão. O detalhe é que o presidente que assumiu em 2005, Vaccari Neto, era diretor financeiro na gestão anterior. Além de Vaccari, a CPI ainda deve ouvir, como convidado, o promotor José Carlos Blat. Como relator da CPI, quero entregar até o fim de outubro um relatório que aponte os responsáveis por esse grave problema e as soluções possíveis para os três mil cooperados lesados.

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