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19/09/2010 - Jornal da Cidade de Bauru Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Cuidado! Mentira em currículo poderá levar à cadeia

Por: Adilson Camargo

Colocar informações que não são verdadeiras é uma prática que poderá ser punida com detenção de dois meses a até dois anos.

Quem tem o costume de aumentar uma informação aqui e outra ali para deixar o currículo mais atraente aos olhos dos selecionadores fique atento. Um projeto de lei em tramitação no Congresso Federal quer transformar em crime o ato de colocar informações falsas no currículo. Se aprovada, a proposta estabelece como punição ao infrator uma pena de detenção que varia de dois meses a dois anos.

O autor do projeto, deputado Carlos Bezerra (PMDB-MT), argumenta que a ideia é punir quem mente para se beneficiar e também quem altera as informações para prejudicar terceiros. Segundo chegou ao conhecimento dele, já houve casos de funcionários de empresas que modificaram currículos para prejudicar candidatos a vaga de emprego.

O Código Penal não estabelece punição específica para esse tipo de prática, ao contrário do que ocorre com a falsidade documental. “Então, pensei em um projeto para inibir esse tipo de prática”, explicou à reportagem. A proposta do deputado é inserir no Código Penal um artigo que preveja punição em caso de falsificação de currículo.

A proposta está para ser votado na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ), mas já conta com parecer favorável do relator Paulo Magalhães (DEM-BA).

Se os demais membros da Comissão também votarem a favor, o projeto segue para o Senado, onde seguirá a mesma tramitação. Se aprovado, ficará dependendo da sanção do presidente da República para entrar em vigor.

De acordo com o deputado, a intenção maior da proposta não é punir, mas educar os candidatos a empregos a não inventar informações que mais tarde poderão lhe causar constrangimentos. A intenção punitiva, segundo o parlamentar, é mais direcionada àqueles que alteram dados para prejudicar terceiros.

Mas independentemente do que motiva a mentira, será preciso ficar atento, caso o projeto seja realmente aprovado. Não dá para desprezar os efeitos negativos de uma pena de detenção, mesmo que seja de dois meses. Mas o estrago maior, segundo lembra o deputado, é que o acusado, uma vez condenado, perde a condição de réu primário.

Segundo a analista de recursos humanos Livia Cordeiro, mentir em currículo é uma prática comum. Ela trabalha há três anos na RH Assessoria fazendo seleção de candidatos. Nesse tempo, ela conta que as inverdades mais corriqueiras que encontrou foram o domínio do idioma, participação em projetos, motivo da saída do emprego anterior e na qualificação, ou seja, o candidato coloca no currículo cursos que ele não fez e cargos e funções que ele não ocupou.

De acordo com ela, algumas dessas mentiras são facilmente desmascaradas quando o processo de seleção exige teste prático. Em outros casos, o candidato chega a ser contratado mas logo a empresa descobre a fraude, pois a pessoa não consegue desempenhar o serviço que se dizia capaz.

“Se a empresa pede certas habilidades é porque ela vai precisar no trabalho rotineiro. Quando a mentira é descoberta, a imagem do candidato fica muito prejudicada. Ele perde credibilidade”, diz Livia. Segundo ela, é melhor a pessoa dizer no currículo que não tem alguma habilidade requisitada pelo empresa, mas tem muita vontade de aprender.

Dessa forma, pode ocorrer da empresa gostar do perfil do candidato e decidir investir nele, mesmo sem a habilidade pedida, mas ciente de que ele quer aprender. “É por isso que eu digo que a mentira pode afastar boas chances”, adverte.

Sonegar informação é outra ‘tática’ habitual

Se uma parte dos candidatos a uma vaga no mercado de trabalho procura embelezar o currículo com informações que não são verdadeiras, tem uma outra que faz o contrário, mas com o mesmo objetivo: obter vantagem no processo seletivo. É a turma que sonega informação.

A psicóloga e analista de recursos humanos Débora Morales Massarente Bincoleto trabalha há 19 anos no processo de seleção de funcionários para a Plasútil, uma das maiores empresas de Bauru. Nesse tempo, ela diz não ter lembrança de currículos com dados que não correspondiam à realidade, mas recebeu muitos com informações a menos.

Um dos detalhes que são sonegados, segundo ela, é quanto ao tempo de permanência em empregos anteriores. Conhecedores de que as empresas, geralmente, não gostam de funcionários que “pulam de galho em galho” com muita rapidez, eles procuram omitir essa informação para não causar uma má impressão.

No entanto, a tática nem sempre dá certo porque, normalmente, a vida profissional do candidato está registrada na carteira de trabalho. Mais cedo ou mais tarde, a empresa acaba descobrindo a verdade.

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