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18/09/2010 - Diário de Notícias Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Quatro filhos enganados pelo pai durante 19 anos

Por: Luís Fontes

Homem falsificou registo de nascimento para conseguir BI 'verdadeiro'. Filhos foram registados com falso nome do pai.

Um homem de 41 anos, angolano, conseguiu enganar as autoridades portuguesas e os próprios filhos durante 19 anos, em que utilizou documentos falsos.

Ontem esteve perante um juiz de instrução criminal a contar a sua rocambolesca história de vida. Aos quatro filhos vai ter de justificar que os respectivos documentos de identificação pessoal não são válidos. Viveram até ao momento da detenção do pai a pensar que eram filhos de um português, mas o destino mudou-lhes as origens com uma investigação da Polícia Judiciária. A família arrisca agora ser expulsa de Portugal por um erro cometido há 19 anos.

"O suspeito conseguiu inicialmente falsificar uma certidão de nascimento em que alterou apenas o primeiro nome", contou fonte da Polícia Judiciária (PJ). Com essa alteração, segundo a mesma fonte, conseguiu obter o bilhete de identidade com o selo da República Portuguesa

Legalizado em Portugal, o homem com pátria e nome alterados emigrou para Inglaterra. "Foi trabalhar para o estrangeiro e constituiu família", revelou a fonte policial.

Os filhos cresceram e apesar de saberem que os avós eram angolanos nunca questionaram o facto de no bilhete de identidade estar a nacionalidade portuguesa.

O homem detido pela PJ cometeu um "pequeno" erro. "Estava em Portugal e tentou tirar o cartão de cidadão", explicou a fonte.

Um funcionário desconfiou e alertou as autoridades. O primeiro nome que constava no registo de nascimento não era compatível como bilhete de identidade.

Com esse mesmo BI, obtido de forma fraudulenta, o suspeito conseguiu registar-se na Segurança Social, Finanças, Serviço Nacional de Saúde e abrir contas bancárias até viajar e viver na comunidade europeia.

Ontem, dia de festa para todos os angolanos - feriado do Dia do Herói Nacional -, prestou declarações em Lisboa acerca da sua real identidade. Por enquanto vai permanecer em Portugal com termo de identidade e residência até ao final do processo. Aguarda ordem para eventual expulsão do País. Ele e os quatro filhos de um pai com nome falso.

Em finais de Julho, a PSP de Lisboa deteve nove angolanos. Além da falsificação de cheques, o grupo dedicava-se à falsificação de bilhetes de identidade portugueses, cartas de condução, autorizações e cartões de residência, de nascimento, de registo criminal e documentos de viaturas.

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