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17/09/2010 - administradores.com.br Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Roubo anual de R$ 70 bilhões por quadrilha basileira impressiona

Por: Jorge Márcio Daniel

O artigo trata do volume total de dinheiro público desviado através da corrupção, das pessoas envolvidas, dos métodos utilizados e do que seria possível realizar com este valor.

O roubo de 70 bilhões de reais anuais realizado por quadrilha brasileira impressiona pela audácia, pela técnica e pela inteligência. Os bandidos atuam livremente e contam com apoio de populares na empreitada.

O valor foi estimado através de um estudo encomendado pela FIESP, ou seja, não é um chute nem uma previsão alarmista.

A quadrilha é formada por prefeitos, vereadores, magistrados, governadores, secretários de estado, deputados estaduais e distritais, ex-presidentes da república, ministros, assessores, deputados federais, senadores, funcionários públicos, consultores, presidentes, diretores e gerentes de empresas públicas. E não é só o pessoal dos poderes do estado que formam a quadrilha. Muitos empresários fazem parte da lista.

Em uma rápida consulta ao Google qualquer pessoa mais curiosa vai encontrar resultados exatos de quem foi acusado, cassado ou preso por desviar recursos públicos para fins pessoais ou de grupos de interesse. Basta digitar o cargo e as palavras: acusado desvio de recursos, sem aspas, na janela de pesquisa.

Os bandidos roubam de tudo. Papel, lápis e livro que seriam destinados aos meninos e meninas das escolas públicas, escolas inteiras, medicamentos e dinheiro que seria utilizado na compra deles, hospitais e centros de atendimento, estradas, pontes, infraestrutura de saneamento, portos e aeroportos.

Os eleitores não sabem em quem estão votando, caem ou pedem para cair no conto do vigário e ainda sonham fazer parte do esquema. O Brasil ocupa o 59º lugar no ranking mundial da corrupção, onde o número um da lista é o país menos corrupto. A primeira posição atualmente é ocupada pela Nova Zelândia. Uma parcela significativa da população não se importa com a corrupção.

A população se queixa da falta de moradia, de atendimento médico-hospitalar, de saneamento, de transportes, de segurança, mas permite que o roubo de 70 bilhões aconteça, em plena luz do dia, nos três poderes e, o pior, ajudando a colocar os ladrões dentro do cofre.

Em outros casos há uma troca: uma parcela da população recebe bolsa qualquer coisa, para conceder o alvará do roubo de bilhões por um punhado de espertos, com mais ou menos dedos. Analfabeto vota, ignorante vota, ladrão vota e gente dita inteligente, crítica dos políticos, anula o voto. Também cede espaço para colocar o ladrão dentro do cofre. Boa idéia?

Saiba que quase não é possível se eleger sem fazer algum tipo de falcatrua. O percentual de candidatos eleitos, de forma 100% honesta, corresponde a menos de 20% do total de candidatos a cargos eletivos, tomando-se por base o total de candidatos, a verba necessária para se eleger e a origem declarada do dinheiro gasto na campanha. Alguém que investe 1 milhão ou 2 milhões para se eleger, não o faz por caridade. É porque vê este valor como investimento. Uma emenda e pronto. Tudo resolvido, retorno garantido.

Estatisticamente é pouco provável se eleger sem utilizar dinheiro gerado por algum tipo de negociata. Comissões sobre liberações de alvarás, vistos, sentenças intermediadas, quando não a venda da sentença propriamente dita, erro premeditado de perda de prazo legal para dar seguimento a processo de interesse público, mudança de leis pela inserção de vírgulas, diários secretos, parcelas de concessões, mensalidades sobre recebimentos, contratação de agências de comunicação com superfaturamento, concorrências com carta marcada, superfaturamento de obras, inclusão de familiares e amigos em folha de pagamento, obras e serviços inexistentes, notas frias, laranjas, fantasmas, relatórios frios, fornecimento de informação privilegiada que gera ônus aos cofres públicos, cartões de crédito corporativos sem limite. Quer mais? É só fazer um estágio próximo do poder e você compreenderá tudo muito rapidamente.

Perceba que este não é um mal de partido, é um mal da população, eleitores e eleitos. A permissão e aceitação do roubo da coisa pública é um traço cultural do brasileiro, que deve ser energicamente combatido, mas poucas pessoas têm noção exata do que significa o montante de 70 bilhões de reais anuais e do que isto representaria no suprimento das necessidades prioritárias da população. Somente mostrando o que é possível fazer com este dinheiro em benefício da população será possível obter apoio de um maior número de pessoas no combate à corrupção. Como bem orienta John Naisbitt em seu livro "O líder do futuro", "a resistência à mudança diminuirá se os benefícios forem reais".

Com os 70 bilhões de reais roubados do povo brasileiro por ano, é possível construir um futuro mais digno para milhões de pessoas. Por enquanto poucos estão verdadeiramente interessados nisto.

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