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16/09/2010 - Zero Hora Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Dono de consultoria financeira no Estado, italiano nega elo com a máfia

Por: Humberto Trezzi

Empresário passou 21 dias na cadeia por suposta fraude.

Acostumado a usar finos ternos de riscado, sapatos de cromo alemão e camisas de casimira inglesa, o italiano Luca Longobardi comemorou seu aniversário de 41 anos, em 12 de setembro, atrás das grades, numa delegacia da Polícia Federal (PF) em São Paulo. Preso na capital paulista por suposto envolvimento em fraude financeira na Itália, o empresário foi libertado após 21 dias, negando ligação com a máfia e tentando esquecer as más lembranças do cárcere:

– Para celebrar o aniversário, consegui quatro velinhas e coloquei num pedaço de bolo que arranjei dentro da cela da PF, dividi com os presos – diz.

Empresário conhecido no eixo Porto Alegre-São Paulo-Milão-Miami, Longobardi é um financista especializado em fusões e compras de empresas. Fixou-se em Porto Alegre nos anos 2000, onde abriu uma consultoria financeira que intermediou mais de 50 negócios. Foi atônito que o mercado ficou sabendo que Longobardi fora preso, dia 24 de agosto, em decorrência de uma ordem da Justiça italiana difundida via Difusão Vermelha da Interpol (Polícia Internacional). Aos repórteres, a Polícia Civil paulista divulgou que Longobardi era suspeito de ligação com a máfia napolitana.

O empresário viveu então seu inferno pessoal. Migrou dos apartamentos luxuosos e viagens intercontinentais para o aperto em uma cela da PF, enquanto seu advogado, o italiano Marco Martino, peregrinava entre Roma e Brasília para tentar sua libertação.

– Nossas duas filhas, de nove e cinco anos, deixaram de ir à escola em Miami. Ficou difícil até entrar e sair do prédio onde moramos – reclama a mulher de Longobardi, a ex-miss Brasil Joana Parizotto.

O italiano foi libertado por dois motivos: convenceu a Justiça italiana de que está disposto a depor e não pretende fugir, e também por um depoimento que o inocenta.

Contraponto
O que diz Ricardo Guanaes, responsável pela prisão


Falei o que falei com base na Difusão Vermelha da Interpol. Ali está: procurado por crime financeiro, lavagem de dinheiro e envolvimento com organização criminosa. Envolvimento com organização criminosa, na Itália, você sabe... Só fiz meu dever.

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