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15/09/2010 - Correio Braziliense Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Volume de dinheiro em circulação no SIA atrai estelionatários e ladrões

Por: Saulo Araújo

Delegacia local distribui cartilhas com dicas de como evitar assaltos e golpes.

O Setor de Indústria e Abastecimento (SIA) concentra 56% do Produto Interno Bruto (PIB) do Distrito Federal. O grande volume de dinheiro circulando num só lugar gera emprego e renda, mas também atrai criminosos especializados em cometer crimes diversos, principalmente contra a pessoa. Um levantamento feito pela 8ª Delegacia de Polícia (SIA), a pedido do Correio, revela que, este ano, pelo menos uma pessoa por dia foi vítima de estelionatários na região administrativa. Foram 243 ocorrências dessa natureza registradas de janeiro a julho. Em 2009 inteiro, a polícia computou 328 casos. Já os roubos somaram 95 ocorrências nos primeiros sete meses deste ano, contra 155 de todo o ano passado.

Combater essas duas modalidades de delito tem sido o foco do poder público no SIA. Todos os envolvidos diretamente na questão concordam que não basta apenas reprimir, é preciso orientar a população. Nos sete trechos da cidade, comerciantes e pedestres já têm acesso a cartilhas de segurança, elaboradas pela delegacia da área. Nela estão dicas de como evitar assaltos e golpes (veja quadro). A delegada-chefe da unidade policial, Déborah Menezes, defende uma ação inteligente, em que as pessoas possam reconhecer quando estão sendo observadas por um bandido. “Polícia na rua é importante, sim, mas um transeunte pode evitar muita coisa seguindo à risca algumas dicas de segurança. As pessoas precisam ficar mais espertas e nós estamos tentando fazer esse trabalho de ensinar aos frequentadores do SIA a escapar de situações de risco”, destacou a delegada.

De acordo com Déborah, os casos de estelionatos poderiam ser reduzidos se não fosse a inocência das pessoas. Ela lembra, por exemplo, que o “golpe do bilhete premiado”, apesar de muito antigo, ainda lesa um número considerável de gente. Nele, o bandido se passa por uma pessoa de pouco estudo, que procura informações sobre o endereço de uma agência da Caixa Econômica para receber um prêmio por ter acertado na loteria.

As vítimas escolhidas normalmente são mulheres idosas. A elas, os falsos matutos mostram o bilhete falso e oferecem por um valor irrisório. Pensando estar fazendo um bom negócio, elas sacam o valor pedido pelo estelionatário e trocam pelo bilhete. As senhoras só percebem que foram enganadas quando apresentam o papel sem valor na boca do caixa. “As pessoas têm que desconfiar quando um desconhecido oferece muitas vantagens. Por mais ignorante que alguém possa parecer, não vai vender um bilhete premiado. A dica que damos é não dar atenção a estranhos”, ensina.

Motos

No início de agosto, a Administração Regional do SIA , em parceria com o Departamento de Trânsito (Detran) e as polícias Militar e Civil, entre outros órgãos, desencadeou uma operação para combater a violência na região. A ação, que mobilizou mais de 150 agentes, resultou na abordagem de 150 motos, sendo que 15 foram recolhidas ao depósito por documentação vencida. A fiscalização mais rigorosa com os donos dos veículos de duas rodas ocorreu devido à grande quantidade de assaltos no SIA cometidos por motoqueiros. A delegada da área estima que pelo menos 40% dos roubos no SIA são praticados por criminosos em motos. “Eles preferem a moto porque é um veículo leve, ou seja, fogem com mais agilidade, e por ter a proteção do capacete, que não permite o reconhecimento por parte de suas vítimas”, ressalta.

Em setembro de 2008, o agente da Divisão de Operações Especiais (DOE) Rodrigo Botelho, 38 anos, foi abordado por três bandidos — dois deles de moto — quando chegava a uma agência bancária, no Trecho 2, carregando uma mochila com R$ 2 mil, que seriam usados para quitar dívidas. No momento em que pisou na calçada que dá acesso ao interior do prédio, foi surpreendido por dois homens. Armados, eles exigiram que Rodrigo entregasse a mochila. Com receio de ser morto, o policial atendeu ao pedido dos criminosos. No estacionamento central, que divide as quatro faixas das pistas, um outro rapaz dava cobertura. O plano parecia ter dado certo. Os ladrões só não contavam com a reação e a mira precisa do agente, que os seguiu e, antes que fugissem, sacou a pistola e atirou contra eles, matando dois e ferindo um.

O auxiliar administrativo Valmir da Silva Rodrigues, 31 anos, lembra da cena de guerra que assustou quem passava pelo local. Ele trabalha fazendo serviços em agências bancárias e teme ser vítima da violência. “Eu estava na rua nesse dia do tiroteio. Foi aterrorizante. O SIA já não é mais aquele lugar tranquilo de antigamente. Muita gente é assaltada todos os dias, tem muito ladrão e pouco policial. O meu trabalho é rodar as agências bancárias de moto, por isso, temo pela minha vida. Sempre tomo uma série de precauções antes de entrar e sair de qualquer lugar, porque aqui não se pode facilitar um só minuto”, afirmou.

Pelo SIA passam diariamente cerca de 350 mil pessoas. O setor também abriga 5,5 mil empresas e 84 mil trabalhadores. É um lugar que tem todas as características de uma grande cidade, com uma diferença: tudo isso está concentrado em menos de 45 quilômetros quadrados. Essa peculiaridade fez a Administração Regional criar outras estratégias para evitar que o problema da insegurança se torne crônico. Ao assumir a administração do SIA, em junho último, Edson Rosa lançou o projeto SIA-Cidade Segura, que tem por objetivo deixar a região mais organizada. Um dos primeiros pontos atacados pelo programa foi a Feira dos Importados, que tem trânsito diário de 20 mil frequentadores. Os ambulantes, flanelinhas e outros que trabalham na informalidade podem ser obrigados a deixar o local. “A feira precisa de um acompanhamento sistemático. Ali, num dia movimentado, não deve ter menos de 300 ambulantes atuando”, ressaltou.

O número
243
Número de ocorrências de estelionato registradas no SIA de janeiro a julho de 2010

Proteja-se

Saiba quais os golpes mais aplicados no SIA e como evitá-los:

Golpe do cartão trocado
O estelionatário, fingindo ser cliente do banco, fica na fila do caixa eletrônico e oferece ajuda à pessoa que apresenta dificuldades em operar o equipamento. Enquanto passa instruções ao cliente, ele memoriza a senha de sua vítima. Retira rapidamente o cartão e troca por outro da mesma agência. A pessoa só percebe que foi lesada quando utiliza o cartão novamente.

Como evitar:
Nuca peça ou aceite ajuda de desconhecidos que se encontram junto aos caixas eletrônicos. Se precisa de ajuda, chame um funcionário da agência e, mesmo assim, ao encerrar a operação, confira se o cartão que tem em mãos é realmente o seu.

Golpe do falso gerente
Uma pessoa bem-vestida, dizendo-se gerente de banco, começa a organizar a fila, recolhe dos clientes as guias de depósito com dinheiro pedindo que aguardem o recibo por alguns instantes. De posse dos valores, foge rapidamente do local.

Como evitar:
Mesmo abordado por uma pessoa que se diga gerente, não entregue o dinheiro que tem em mãos. Na dúvida, entre na agência e peça informações.

Golpe do cartão com tela aberta
O estelionatário trava as teclas de operação do caixa eletrônico e, quando a vítima introduz o cartão em uma máquina, digitando a senha e solicitando o serviço desejado, não consegue efetuar a operação. O estelionatário orienta a vítima a procurar outro terminal e ela atende a recomendação, não encerrando a operação, deixando a tela do computador aberta, com seus dados. O estelionatário, já com a senha memorizada, destrava as teclas e efetua saques.

Como evitar:
Solicite imediata orientação de um funcionário quando um caixa apresentar defeito. Após o término da operação, sempre aperte a tecla Cancelar, e somente deixe o local quando a tela do terminal for reiniciada.

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