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10/09/2010 - G1 Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Contador suspeito reafirma versão sobre fraude contra filha de Serra

Por: Roney Domingos

Antonio Carlos Atella deu depoimento na seccional de Santo André. Ele reafirmou que Ademir pediu quebra do sigilo de filha de Serra.

O contador Antonio Carlos Atella Ferreira, suspeito de violar com uma procuração falsa o sigilo fiscal de Verônica Serra, filha do candidato do PSDB à Presidência, José Serra, chegou às 14h50 desta sexta-feira (10) à Delegacia Seccional da Polícia de Santo André para prestar depoimento sobre o caso. Ele deixou o prédio após três horas de depoimento e não quis dar entrevista.

O delegado seccional de Santo André, José Emílio Pescarmona, disse após ouvir Atella que o suspeito reafirmou que recebeu do office boy Ademir Cabral a solicitação para obter informações sobre a filha de Serra junto à Receita. Ouvido ontem na mesma delegacia, Cabral negou envolvimento no caso. Pescarmona vê contradições nos depoimentos. "Os dois estão mentindo, mas precisamos achar a verdade. É por isso que tem a acareação", afirmou. Segundo o delegado, essa acareação vai ocorrer o mais brevemente possível, mas ele não quis determinar uma data. Na segunda-feira, a polícia espera ter acesso aos dados telefônicos de Cabral e de Atella. "Quero saber quem conversava com quem', afirmou.

Segundo o delegado, os depoimentos de Atella e Cabral são coincidentes pelo menos em dois pontos: o local onde se conheceram, na Junta Comercial de São Paulo, e o tempo de relacionamento entre os dois, cerca de cinco anos.Nenhum dos dois mencionou nos depoimentos à Polícia Civil quem seria o destinatário final dos trabalhos encomendados aos dois.

Pela manhã, Atella já havia prestado depoimento à Polícia Federal na Superintêndencia do órgão em São Paulo.

O advogado da filha de Serra, Sérgio Rosenthal, também esteve nesta sexta-feira na Superintendência da Polícia Federal e disse que recebeu a informação de que, a exemplo do caso de Veronica Serra, foi usada uma procuração falsa para se ter acesso aos dados fiscais do marido dela, Alexandre Bourgeois.

"Foi possível constatar informações extremamente importantes, que é o fato de o sigilo fiscal do sr. Alexandre Bourgeois ter sido violado mediante a utilização de uma procuração falsa similar à procuração utilizada para violar o sigilo da sra. Verônica. Essa é uma informação nova que me foi passada pelo delegado de polícia", declarou. Verônica deve depor à Polícia Civil na próxima quarta-feira (14).

Em entrevista ao Jornal Nacional no dia 2 de setembro, Atella afirmou que o pedido de acesso aos dados da filha do tucano havia sido feito a ele pelo office boy Ademir Estevam Cabral. Em depoimento nesta quinta-feira à Polícia Civil, Cabral negou a versão de Atella e disse que aceitaria uma acareação com o contador.

De acordo com a polícia, o office boy disse que Atella costumava passar a ele serviços, e não o contrário, como havia declarado o contador. Sobre a violação dos dados de Verônica Serra, Cabral negou que tivesse visto a procuração falsificada usada para acesso às informações fiscais da filha de Serra. Cabral disse nesta sexta-feira que deverá depor à PF na próxima segunda-feira pela manhã.

Depoimento

Segundo o delegado Pescarmona, Atella foi ouvido em declarações acompanhado por seu advogado. Ele reafirmou nesta sexta-feira que os formulários que ele entregava à Receita já vinham para ele preenchidos e ele apenas dava entrada e retirava na delegacia da Receita em Mauá, no ABC. Os formulários eram entregues a ele pelo office boy Ademir.

"Ele disse que entregava para o Ademir e não sabia o destino dessa declaração", afirmou. Segundo o delegado, Atella apenas preenchia o formulário Darf para retirada do documento. Atella não deu informações sobre quem encomendaria o serviço a Ademir.

Segundo o delegado, Atella reconheceu que os documentos de Verônica e do marido dela foram entregues por ele (Atella) à Receita. Mas Atella acrescentou que os formulários com os pedidos foram entregues a ele prontos por Ademir. Ainda de acordo com o delegado, Atella disse que retirou um monte de pedidos por meio de formulários entregues a ele por Ademir.

"Tinha meses que passavam sem nenhum formulário, mas tinha meses que chegava a 20", afirmou o delegado reproduzindo o que disse ter ouvido de Atella.

Segundo o delegado, em um dos casos, citado como exemplo, alguém preencheu o formulário e falsificou a assinatura do requerente no dia 29 e entregou para Atella fazer o serviço. "Não se se foi ele mesmo (Atella) quem fez isso ou se foi o Ademir ou uma terceira pessoa. É o que nós estamos investigando", afirmou.

Na próxima segunda-feira, Pescarmona pretende ouvir declarações de Edson Pedro dos Santos, que disse ter sido procurado pelo contador José Carlos Cano Larios, marido da servidora Ana Maria Rodrigues Caroto Cano para assinar um documento que legalizasse a emissão de declarações de imposto de renda. Ela é uma das investigadas pela violação dos sigilos na unidade fiscal do ABC paulista.

Pescarmona disse que coleta material gráfico de suspeitos e vítimas para comparar com as assinaturas nos documentos. Como só dispõe de fotocópias dos formulários fraudados, a polícia deve encaminhar o material para perícia da Polícia Federal, que detém os originais. Segundo ele, a polícia científica só pode fazer confronto gráfico se tiver acesso aos originais.

Pescarmona disse que já tinha acesso aos formulários fraudados contra Verônica Serra, mas só ficou sabendo da fraude contra Burgeois ao ler os jornais. Depois disso, ele mandou um ofício, que disponibilizou também os dados de Burgeois.

Vida partidária

Segundo o delegado Pescarmona, Atella declarou que é apartidário e minimizou sua relação com o PT. "Ele disse que se filiou porque foi no embalo em uma festa do PT em Mauá, em uma showmício do Zezé di Camargo e Luciano ocorrida em Mauá em 2003, mas que já tinha até esquecido que era filiado. Ele disse que tem um cunhado que é militante, mas que ele não milita em partido nenhum", disse o delegado.

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