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09/09/2010 - Diário do Nordeste Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Desarticulada a ´máfia´ que fraudava Dpvat em hospital

Médico ortopedista e uma gerente do hospital estão entre as pessoas indiciadas por estelionato e formação de quadrilha.

Após uma investigação sigilosa iniciada há seis meses, a Polícia Civil, através do 4º DP (Pio XII), chegou a uma das ramificações da máfia do Dpvat no Ceará. O trabalho policial foi acessado, com exclusividade, pelo Diário do Nordeste. Trata-se de uma quadrilha que vem fraudando o seguro pago as vítimas de acidentes de trânsito.

Nove inquéritos foram instaurados e seis pessoas (identidades ainda não reveladas) indiciadas, entre elas, um médico ortopedista e a gerente de um hospital de Fortaleza onde os pacientes eram operados.

Acidente

Cinco de setembro de 2009, manhã de sábado. Em um cruzamento do Centro da Capital, o motociclista Zélio (nome fictício) sofreu um acidente. Uma colisão entre sua moto e um carro de passeio provocou uma fratura em sua perna. Zélio foi levado para o IJF. "Disseram que ia demorar uns 20 dias para eu ser operado", contou.

Foi quando uma jovem procurou pela mãe de Zélio, ainda no IJF, e disse que ela fosse até o Serviço Social do hospital pedir a transferência dele para o Hospital Gomes da Frota - atualmente ´LL Reabilitar´. Lá, ele seria submetido a uma cirurgia de imediato. Angustiada, a mãe do rapaz procurou agilizar a transferência e Zélio foi colocado em uma ambulância e levado ao hospital particular.

"Fui recebido por um enfermeiro. Ele usava bata e crachá do hospital. Disseram que eu tinha que providenciar logo um Boletim de Ocorrência (B.O.) do acidente, para dar entrada no seguro", relatou.

O irmão de Zélio foi até a delegacia plantonista mais próxima e fez o registro da ocorrência. Enquanto isso, Zélio assinava folhas em branco no hospital. "Eu achei estranho, desconfiei e não quis assinar. Mas me disseram que se eu não assinasse, não faria a cirurgia", contou. Trinta dias depois, quando Zélio retornou ao hospital para a revisão da cirurgia, perguntou à pessoa responsável, no hospital, como faria para receber o seguro. "O homem me disse que só teria acesso ao dinheiro quando tivesse alta médica".

Zélio achou mais estranho ainda quando recebeu uma correspondência do Banco do Brasil de que sua conta estava sendo encerrada por falta de movimentação. "Eu nunca tinha aberto aquela conta". Como Zélio, outras oito vítimas prestaram depoimento à Polícia. Somente o escritório de advocacia que acompanha o caso já identificou 340 contas que foram abertas na mesma agência bancária, em Fortaleza, nos últimos seis meses, para recebimento do seguro. Em cada conta, são depositados, em média, R$2,7 mil.

Conforme apurou a Polícia, as contas eram abertas pela internet e a documentação encaminhada posteriormente, munidas de endereços falsos das vítimas para que elas não soubessem da fraude.

Dinheiro

2,7 mil reais são depositados, em média, na conta de cada um dos pacientes que acabaram sendo lesados pelo bando. Além de sofrerem o acidente, acabaram tendo o seguro fraudado

ESTELIONATO
Pacientes induzidos a cair no golpe

"A quadrilha era bem dividida. Cada integrante tinha sua função definida. Aquele que primeiro tinha contato com o paciente era o que fazia o recrutamento", explica o delegado Munguba. Um dos envolvidos relatou à Polícia que fazia entre 40 e 50 processos do Dpvat por mês no mesmo hospital.

Segundo ele, integrantes do grupo que praticava a fraude usavam crachás com o nome do Dpvat, sem autorização, e convenciam o paciente ou os seus familiares a deixar o hospital em que estavam para ir para o ´Gomes da Frota´ (LL Reabilitar), situado na Avenida Aguanambi, Bairro de Fátima.

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