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03/09/2010 - Jornal O Progresso Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Dinheiro ilícito financiava campanhas

Por: João Rocha


DOURADOS – No relatório da Polícia Federal, sobre a Operação Uragano, que aponta esquema de corrupção de servidores e agentes políticos, desvio de recursos públicos, fraude à licitações, superfaturamento, enriquecimento ilícito e formação de quadrilha, mostra três vereadores que são candidatos a deputado estadual, nessas eleições, pegando propinas para serem usadas nas campanhas.
Um deles é o presidente da Câmara de Municipal, Sidley Alves (DEM), considerado pela PF o mais "voraz" dos vereadores envolvidos no esquema.
O documento relata que no dia 2 de junho de 2010, numa conversa entre Sidley, o secretário de Governo Eleandro Passaia e o prefeito Ari Artuzi, o vereador recebeu R$ 34 mil. Em outra conversa no dia 11 do mesmo mês, ele aparece pedindo R$ 2 mil para o secretário de Governo. No dia 16 de junho ele volta a pedir mais dinheiro para gastar em sua campanha e sugere que gaste R$ 50 mil por mês com a imprensa, como forma de lavar dinheiro da Câmara Municipal.
Outro candidato que é citado no relatório da Polícia Federal é Marcelo Barros (DEM). No dia 3 de junho, durante encontro com Passaia, o vereador falou sobre sua candidatura a deputado estadual e o apoio que Ari Artuzi poderia dar.
No final da conversa, ele teria escrito num papel o valor de R$ 10 mil, referente a ajuda que precisava. O secretário baixou para cinco, mas o vereador acabou dizendo que se o prefeito desse os R$ 10 mil ficaria do lado dele e não faria mais oposição, além de retirar uma denúncia feita ao Ministério Público questionando o contrato com a GWA tem com a prefeitura.
No dia 28 do mesmo mês Marcelo Barros aparece em vídeo gravado pela PF, recebendo o dinheiro de Eleandro Passaia. No entanto, o vereador não quis ficar com os R$ 10 mil e pediu que fosse entregue para uma terceira pessoa na lavanderia do Lar Santa Rita.
O vereador Aurélio Bonatto, candidato a deputado estadual pelo PDT, partido do prefeito, também aparece em vídeo recebendo dinheiro de propina para ser usado em campanha eleitoral.
No dia 2 de junho deste ano o vereador recebeu R$ 10 mil referente a sua "mesada". O encontro também foi registrado. Já no dia 25, do mesmo mês, Bonatto pede a Eleandro Passaia que faça uma Carta Convite, no valor de R$ 78 mil, para a perfuração de poço artesiano, pois havia feito uma emenda parlamentar para tal fim e segundo o próprio vereador, a obra irá custar em torno de R$ 20 mil e o restante será repassado a ele, pela empresa, para ser gasto na sua campanha. Dois dias depois o secretário de Governo entregou mais R$ 5 mil para Bonatto, dado pela empresa Medianeira, referente a renovação do contrato da empresa.
O vereador Júnior Teixeira (PDT), que era candidato a deputado federal, mas retirou a candidatura, também foi apontado como um dos mais vorazes do esquema. Em várias gravações ele aparece recebendo dinheiro e falando de valores. Numa delas o vereador cobra a quantia de R$ 200 mil que o prefeito Ari Artuzi teria prometido dar para ajudá-lo na campanha.
O vereador Gino Ferreira (DEM), que é suplente de Moka, candidato ao senado, também foi citado no relatório. Ele aparece reclamando de uma licitação que havia sido ganha e que o contrato ainda não tinha sido feito.
Gino ainda pede para Eleandro Passaia viabilizar a efetivação de uma compensação de impostos junto à Prefeitura, declarando que tanto ele quanto o prefeito receberiam vultuosas comissões.

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