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05/09/2010 - odiario.com Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Com espionagem em alta, profissão de detetive cresce

Por: Fábio Linjardi


O crescimento da economia e o avanço tecnológico fizeram a profissão de detetive se expandir. Com R$ 500, por exemplo, é possível comprar um relógio de pulso que funciona como filmadora. Por outros R$ 300, adquire-se falsos botões de camisa que também filmam.

E entre essas faixas de preço sobram ofertas na internet de microescutas que podem ser instaladas no carro, na bolsa, ou dentro do celular do cidadão que será bisbilhotado.

O resultado é que, provavelmente, nunca antes na história deste País tanta gente estivesse sob investigação particular. Em Maringá, o mercado da espionagem segue em alta e, garantem profissionais do ramo, é quase impossível acobertar algo, por muito tempo, quando se está sendo vigiado.

Pedro Guithi é detetetive particular há 25 anos e vive cercado de uma série de aparelhos que já deduraram muita gente em Maringá e região. Na tela do computador, ele acompanha os dados enviados por rastreadores via satélite, apontando a localização dos carros de maridos e esposas infiéis.

No bolso, o chaveiro do alarme do carro também filma e grava as conversas ¿ os óculos e canetas, idem. "Você não precisa mais ficar seguindo o carro da pessoa com uma moto", diz.

Traições

A tecnologia avançou, mas o maior volume de trabalho dos detetives segue a mesma linha há décadas ¿ investigar maridos e esposas suspeitos de traição. Uma investigação desse tipo pode custar entre R$ 3 mil e R$ 5 mil.
Guithi coleciona histórias "cabeludas" sobre flagrantes de aventuras amorosas fora do casamento.

Há alguns anos, ele foi contratado por uma mulher que estava desconfiada do marido. Sem perceber que estava sendo seguido, o homem estacionou a camionete na frente de um bar da Vila Operária, tomou algumas cervejas e entrou no banheiro.

Saiu vestido de mulher, entrou no carro de um amigo e foi fazer programas na Avenida Colombo. "O sujeito era rico, mas tinha essa mania", diz Guithi. Em outro caso, uma mulher acreditava que o filho estava andando com más companhias. Pediu para o detetive colocar uma escuta no carro e descobriu, ao ouvir as gravações, que o marido estava saindo com a empregada.

"A gente sempre se depara com algumas surpresas", diz o detetive.
Almarildo Moreira trabalha como detetive em Maringá há dez anos e também não abre mão da tecnologia. O sistema de escutas, escondidas nos mais variados objetos, são responsáveis, segundo ele, por 90% das descobertas de relações extraconjugais.

"Quando alguém aciona a gente é porque já tem praticamente certeza que está sendo traído. Só precisa da prova material", diz.

Após os casos de investigações de cônjuges, a segunda maior procura pelos trabalhos de detetives está na investigação empresarial. "Quase todas as empresas têm algum funcionário dando prejuízo",diz. Nesse caso, a estratégia é cercar o suspeito de câmeras e escutas. "A tecnologia está muito avançada, ajuda até com alguma facilidade a resolver problemas conjugais e empresariais", diz.

A popularidade das microcâmeras faz com que as espionagem esteja ao alcance de qualquer um. Há dois meses o secretário municipal Valter Viana (Desenvolvimento Econômico) colocou cargo à disposição, alegando que vinha sofrendo ameaças do empresário Devanir Almenara.

O anúncio de Viana foi motivado após Almenara falar ao prefeito e assessores da administração municipal que tinha vídeos contra Viana, gravados com uma microcâmera.

O teor das gravações, segundo Almenara, seriam conversas com empresários que teriam pago propina em troca de terrenos industriais da prefeitura. O caso segue em investigação no MP, sob segredo de Justiça.

Um grupo de vereadores da oposição, que assistiu às imagens, desistiu da ideia de abrir uma CPI. As gravações, segundo eles, estavam tão ruins que não dava para entender o que os homens falavam.

Legalidade

A profissão de detetive particular é reconhecida pelo Ministério do Trabalho e foi legalizada pelo Supremo Tribunal Federal em 1978. O detetive está sujeito às penas da lei se utilizar técnicas ilegais no exercício da profissão, como escutas telefônicas sem autorização judicial.

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