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03/09/2010 - Portal Terra Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Ação contra fraude em banco do RS apreendeu R$ 3 mi, diz PF


Ação contra fraude em banco do RSA Polícia Federal (PF) divulgou nesta sexta-feira um balanço da operação Mercari, que investiga um suposto esquema de desvio de recurso do Banco do Estado do Rio Grande do Sul (Banrisul). Ontem, três pessoas foram presas - o superintendente de Marketing do banco, Walney Fehlberg, um representante da agência de publicidade SL&M, Gilson Storke, e um diretor da agência DCS, Armando D'Elia Neto. Com os suspeitos, a PF encontrou mais de R$ 3 milhões, em notas de reais, dólares, euros e libras esterlinas.

Somente nas buscas na DCS os policiais apreenderam R$ 2.571.520, além de US$ 122.350, 20,8 mil euros e 4,5 mil libras esterlinas. Na casa do diretor da agência, foram encontrados outros R$ 65 mil, US$ 22.960, 50 mil euros e 5.640 libras.

Na sede da agência SL&M, a PF apreendeu R$ 10 mil. Nas buscas na casa de Gilson Storke, foram encontrados R$ 87.480 e US$ 309. Já o superintendente de Marketing do Banrisul foi flagrado com R$ 169 mil e US$ 40 mil. Os três envolvidos foram presos em flagrante, pelos crimes de peculato, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.

Entenda o caso

A investigação começou após uma denúncia feita ao Ministério Público de Contas em outubro de 2009. "Veio à tona porque o único que trabalhava não recebia", afirmou o superintendente da Polícia Federal no Rio Grande do Sul, Ildo Gasparetto, referindo-se ao profissional da área de marketing que prestou o serviço (para a quadrilha), mas não recebeu por ele e fez a denúncia no ano passado. Quando surgiram indícios de crimes federais - evasão de divisa e lavagem de dinheiro - a Polícia Federal entrou no caso.

Segundo as investigações, o setor de marketing do banco combinaria valores com empresas de publicidades que participavam de licitações. A instituição escolheria sempre a proposta de menor valor, que já era superfaturado, e todas dividiriam a quantia definida.

De acordo com o superintendente da PF, um dos presos na quinta-feira já havia sido detido há cerca de 60 dias por evasão de divisas no aeroporto de São Paulo carregando dólares. "Foi mais um motivo de que os indícios que nós tínhamos realmente estavam batendo", afirmou Gasparetto, se referindo ao funcionário do banco, que estava em liberdade após obter um habeas-corpus.

Destino do dinheiro

Nas buscas, além de dinheiro, também foram apreendidos documentos e computadores, que serão analisados pela força-tarefa. "O destino desse dinheiro ainda vai ser verificado agora. E caso haja, além da lavagem de dinheiro e de evasão de divisa, a utilização para uma outra maneira, com certeza, vai ser comunicado aos órgãos competentes. Se tiver alguma coisa em relação a campanhas eleitorais, vai ser comunicado ao procurador eleitoral", disse Gasparetto.

Segundo a PF, os três presos em flagrante estavam foram ouvidos nesta quinta-feira pela equipe da Delegacia de Polícia Fazendária. A intenção é verificar se há participação de outras pessoas na fraude. Ao final do dia, se não obtiverem habeas-corpus, o trio passará a noite na prisão.

Como funcionava Em 1 ano e meio, a quadrilha teria arrecadado R$ 10 milhões. "Os valores pagos teriam uma cobrança em torno de 30% de propina além do valor do serviço", disse o superintendente. Se um trabalho custasse R$ 700 mil, ele acabava saindo por R$ 1 milhão ao banco.

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