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30/05/2007 - Gazeta do Sul Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

A corrupção aparece

Por: Ângela Rocha


A Polícia Federal tem gerado manchetes pelas suas operações desde o início do governo Lula, denunciando e prendendo figuras do primeiro escalão do Executivo, Legislativo e Judiciário, além de empresários de diferentes segmentos. A mais recente é a Operação Navalha, que derrubou um ministro e aponta envolvimento de várias outras autoridades do alto escalão federal, como um integrante do Tribunal de Contas da União. Recentemente a Operação Furacão mandou para trás das grades magistrados acusados de trocar sentenças por dinheiro.

Só em 2007, são mais de mil prisões em todo o país em 61 operações com nomes sugestivos. Em 2006, foram realizadas 167 operações, resultando em 2.967 detidos. Em 2005, foram 67 operações com 1.635 presos. Em 2003 e 2004, foram mais de 1.200 presos. A maioria dos detidos é da iniciativa privada, mas pelo menos 10% são servidores públicos e alguns policiais federais. São cerca de seis mil pessoas detidas em menos de quatro anos de ação. Porém, estas quadrilhas criminosas operavam há muito mais tempo. Só não eram investigadas.

Muitas das quadrilhas têm ramificações em vários estados brasileiros. Um dos casos é a Operação Toupeira, que deteve, em Porto Alegre, um grupo, que já tinha atuado no Piauí, e tentava roubar dinheiro dos bancos Banrisul e Caixa Federal por meio de túneis.

Nunca se viu tantas prisões por crimes como pirataria de eletrônicos, tráfico de drogas, prostituição, crimes eleitorais, fraudes em benefícios do INSS, lavagem de dinheiro, desvio de recursos do SUS, entre outros.

A histórica cultura da impunidade e do descumprimento das leis no Brasil estimulava o crime em todas as esferas. Aos poucos esta cultura começa a mudar. As medidas da Polícia Federal têm tido larga aprovação popular. Cada investigação e cada condenação por corrupção é comemorada como uma grande vitória num país anestesiado pelo “jeitinho”, que normalmente beneficiava quem tinha dinheiro ou influência.

Estamos alcançando um patamar superior na política brasileira, resultado da coerência política de um partido que na oposição sempre combateu a corrupção e no governo usa as ferramentas democráticas para favorecer a sociedade. O reforço às ações da PF é uma destas ferramentas.

O governo Lula fortalece as ações da polícia mesmo que atinja o próprio governo. Havia um hábito dos governos deste país de investigarem apenas os adversários. A lógica é agir, independentemente de quem seja o criminoso. Esta diretriz deve ser mantida pelo governo, mesmo que surjam outras crises decorrentes das investigações, tanto na esfera governamental como privada.

Ivar Pavan/Deputado estadual (PT-RS)

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