Monitor das Fraudes - O primeiro site lusófono sobre combate a fraudes, lavagem de dinheiro e corrupção
Monitor das Fraudes

>> Visite o resto do site e leia nossas matérias <<

CLIPPING DE NOTÍCIAS


Acompanhe nosso Twitter

01/09/2010 - DCI Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Fraude bancária na internet soma R$ 1,34 bi

Por: Ernani Fagundes


SÃO PAULO - O volume de prejuízos causados por crimes eletrônicos ao sistema financeiro nacional atingiu R$ 1,34 bilhão nos últimos 18 meses. Os dados foram divulgados pelo diretor de Prevenção a Fraudes da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Marcelo Câmara, durante o debate "Crimes Eletrônicos - Urgência da Lei", promovido pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomércio), Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Febraban e Associação Comercial de São Paulo nesta terça-feira (31) em São Paulo.

"Os ataques à rede têm tendência de aumentar. Inclusive há um aumento dos ataques porque eles não têm obtido sucesso", declarou o diretor da Febraban, Marcelo Câmara.

De acordo com dados colhidos pelas instituições financeiras, as fraudes eletrônicas alcançaram R$ 900 milhões em 2009 e outros R$ 440 milhões até o fim de junho deste ano.

"Dos 9 bilhões de transações bancárias na internet, só 0,001% foram transações com problemas", minimizou Câmara.

Segundo o diretor da Febraban, o sistema de segurança dos bancos é eficiente em 99,999%, e pode ser melhor se a educação dos usuários for aprimorada. "O aspecto humano mostra que as pessoas precisam utilizar a tecnologia de maneira adequada", sugere Câmara.

Presente ao debate, a advogada especializada em crimes digitais Patrícia Pek considerou a importância da educação do usuário de internet.

"Em 98% dos casos é o usuário sem noção que se torna vítima de um hacker; os outros 2% são de má-fé mesmo, e o infrator precisa ser punido pela lei", avaliou a advogada Patrícia Pek.

"O cenário é extremamente preocupante. Há necessidade de uma criminalização específica para os casos de ilicitude na internet", cobrou o representante de segurança bancária do Itaú Unibanco, Ariovaldo Manoel Vieira.

"O projeto de lei precisa de acordo com todos os partidos para ser votado, mas há nele a preocupação com o crescimento do phishing e da falsificação de dados e documentos eletrônicos", comentou o deputado federal Júlio Semeghini (PSDB-SP), um dos relatores da proposta.

O deputado federal revelou que as instituições financeiras gastam R$ 2 bilhões por ano na prevenção de fraudes eletrônicas.

Mas esse número dos gastos com segurança bancária divulgados pelo parlamentar não é fornecido oficialmente pela Febraban: a federação dos bancos prefere divulgar esses gastos embutidos nos investimentos de tecnologia da informação (TI) das instituições financeiras. E de fato, os gastos com TI pelos bancos seguem em tendência de alta para os próximos anos.

De acordo com o estudo "Tecnologia Bancária no Brasil", lançado e publicado na última semana pela Fundação Getulio Vargas (FGV) e pela Febraban, os gastos e investimentos em TI dos bancos atingiram 11,8% do patrimônio líquido em 2009 e devem alcançar 14% até 2014.

"Os bancos gastaram R$ 20 bilhões em tecnologia no ano passado e devem gastar R$ 22 bilhões em 2010", calculou o professor do Departamento de Ensino e Pesquisa em Informática e Métodos Quantitativos (IMQ) da FGV, Fernando de Souza Meirelles.

Visão de Futuro

O professor da FGV foi um dos três coordenadores do projeto de tecnologia bancária do Ciab Febraban que prevê uma série de mudanças no sistema bancário nos próximos anos. "Os bancos estão sofrendo um novo processo: o da desmaterialização dos meios de pagamento", argumenta Fernando Meirelles.

Para ele, as instituições financeiras serão forçadas a investir cada vez mais em tecnologia bancária e na segurança dessas informações. "É um fenômeno: o dinheiro virtual vai substituir o real", prevê o professor.

Segundo dados da Febraban, esse fenômeno já está acontecendo. O internet banking cresceu 17,7% no último ano e já representa 20% dos 47 bilhões de transações no sistema, ou 9,33 bilhões das operações de valores.

Meirelles prevê o fim da existência de agências bancárias físicas depois de 2020. "Pode surgir algo como um Google Banking que apareça e se estabeleça rapidamente, dando fim à nossa realidade atual", profetiza Meirelles.

Ele acredita que no futuro bancos e tecnologia bancária estarão tão interligados que as ofertas aos clientes serão feitas em tempo real, de acordo com o perfil comportamental do usuário.

Essa argumentação aponta para o estudo da Febraban de que o celular pode tornar-se o dispositivo mais comum de acesso à internet nos próximos 5 anos.

No tocante a identificação dos usuários, o estudo prevê que em cinco anos a tecnologia vai viabilizar a autenticidade e a privacidade dos clientes.

Segundo o documento, em 10 anos, a legislação teria de avançar para centralizar e compartilhar os dados socioeconômicos, e pode haver grande presença e atuação de redes sociais que se tornam parceiras obrigatórias das instituições financeiras.

E, depois de 2020, a legislação teria de evoluir para centralizar e compartilhar dados pessoais, em vista de o imediatismo das novas gerações exigir ubiquidade 100% on-line.

Em relação às futuras mudanças em segurança, o estudo prevê o uso da biometria e da certificação digital em larga escala nos próximos dez anos.

O documento, no entanto, não descarta a evolução dos sistemas de detecção de fraude nos próximos cinco anos, mas avalia que isto está relacionado com custos crescentes de combate aos crimes eletrônicos.

O total de prejuízos causados por crimes eletrônicos ao sistema financeiro nacional atingiu R$ 1,34 bilhão nos últimos 18 meses. Os dados foram divulgados pelo diretor de Prevenção a Fraudes da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Marcelo Câmara, durante o debate "Crimes Eletrônicos -Urgência da Lei".

Segundo dados colhidos pelas instituições financeiras, as fraudes alcançaram R$ 900 milhões em 2009 e mais R$ 440 milhões até o fim de junho deste ano. "Dos 9 bilhões de transações bancárias na internet, 0,001% foi de transações com problemas", minimizou Câmara.

Os bancos, porém, têm investido para reduzir os riscos. Segundo a FGV, os gastos e os investimentos dos bancos em TI atingiram 11,8% do patrimônio líquido em 2009 e devem alcançar 14% até 2014.

Página principal do Clipping   Escreva um Comentário   Enviar Notícia por e-mail a um Amigo
Notícia lida 1731 vezes




Comentários


Nenhum comentário até o momento

Seja o primeiro a escrever um Comentário


O artigo aqui reproduzido é de exclusiva responsabilidade do relativo autor e/ou do órgão de imprensa que o publicou (indicados na topo da página) e que detém todos os direitos. Os comentários publicados são de exclusiva responsabilidade dos respectivos autores. O site "Monitor das Fraudes" e seus administradores, autores e demais colaboradores, não avalizam as informações contidas neste artigo e/ou nos comentários publicados, nem se responsabilizam por elas.


Patrocínios




NSC / LSI
Copyright © 1999-2016 - Todos os direitos reservados. Eventos | Humor | Mapa do Site | Contatos | Aviso Legal | Principal