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28/08/2010 - Zero Hora Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Golpista falsificou documentos de policial

Por: Renato Gava

Homem foi preso ao tentar fazer compras em nome de delegado aposentado.

Um estelionatário conhecido da polícia há pelo menos 33 anos foi preso em flagrante ao tentar aplicar um golpe na Capital, na noite de quinta-feira. Dirceu Elói de Azambuja, 60 anos, falsificou carteira de identidade e CPF, talões de cheque e comprovantes de residência e tentou comprar mais de R$ 3 mil em produtos de informática em uma loja na Avenida Padre Cacique. Apesar da falsificação bem feita, ele se deu mal na escolha: usou documentos em nome do delegado aposentado João Carlos Carivali.

Ocaso ocorreu no final da tarde. Depois de selecionar jogos de videogame e outras mercadorias, o estelionatário foi ao caixa fazer o pagamento. Devido ao valor, o dono do estabelecimento ligou para uma empresa de avaliação de crédito para saber se o cheque tinha fundos.

O atendente conseguiu o telefone do verdadeiro João Carivali e ligou para confirmar se era ele mesmo que estava na loja fazendo as compras. O ex-policial civil, que estava em sua casa em Porto Alegre, logo percebeu que alguém estava aplicando um golpe em seu nome.

Estelionatário é conhecido da polícia há mais de 30 anos

Imediatamente, ligou para o filho, Leonel Carivali, titular da 2ª DP de Alvorada. Uma equipe foi até a loja e prendeu Dirceu em flagrante.

– Não sabemos onde ele conseguiu os dados para fazer os documentos, nem onde os fez. Mas a qualidade do material realmente é impressionante – avaliou Leonel.

Autuado por estelionato e por uso de documento falso, no mesmo dia o preso foi encaminhado ao Presídio Central. O delegado aposentado foi até a DP e reconheceu o estelionatário. O ex-policial contou que, quando estava na ativa, Dirceu foi detido algumas vezes. Em algum processo, o estelionatário pode ter obtido dados pessoais do delegado e, de posse deles, ter feito os documentos falsos. Mas o titular da 2ª DP não acredita nisso.

– Tudo indica que ele não sabia que estava usando o nome de um delegado. Tanto que, quando tentava fazer as compras, se disse corretor de imóveis – disse Leonel Carivali.

O primeiro processo de estelionato contra Dirceu ocorreu em 1977. Desde então, ele teve instaurados contra si pelo menos outros 14 inquéritos. Estava foragido do regime semiaberto desde março deste ano.

– As investigações continuam na tentativa de identificação de outros possíveis integrantes daquilo que acreditamos seja uma quadrilha de estelionatários – declarou o delegado Leonel Carivali.

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