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26/08/2010 - AtibaiaNews Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

PM e GM prenderam golpistas em Atibaia: tiros assustaram quem estava na região central


Três homens foram presos em flagrante na manhã de quarta-feira (25), acusados de furto e porte ilegal de munição. Os homens fingiam ser funcionários de agências bancárias e, no Banco do Brasil, conseguiram sacar R$ 60 do programa Renda Cidadã de uma lavradora. Apesar de um dos envolvidos ter disparado tiros quando fugia dos policiais, a arma não foi localizada e ninguém ficou ferido. No carro usado pelo grupo, um Vectra de cor prata, a polícia encontrou munição para arma automática ponto quarenta; uma granada de gás lacrimogênio; algemas, cerca de R$ 1,5 mil em dinheiro; documentos e o cartão da vítima que teve tanto o cartão quanto o dinheiro restituídos.

A operação que culminou com as prisões teve como base o sistema de monitoramento eletrônico. Da Central Integrada de Monitoramento de Atibaia (CEIMA), os operadores informaram aos PMs e GMs sobre a localização do grupo.

Os três homens passaram a ser vigiados em tempo real a partir da denúncia de que um deles mentia ser funcionário do Banco Bradesco. Todo o trajeto dos criminosos foi gravado nas imagens de quatro câmeras diferentes, localizadas nas imediações do terminal rodoviário; no Museu Municipal e na Igreja Matriz (2). No total, foram 13 minutos de filmagens, incluindo a cena desesperada de uma mãe que arrasta o filho ao ouvir disparos de arma de fogo e ver a fuga alucinada de um dos integrantes do bando.

Apesar do susto, não há registro de feridos na ação. Veja toda a seqüência das imagens abaixo para entender o trajeto do grupo.

O bando, que veio de Santos e Mairiporã aplicar golpes em Atibaia, foi preso na agência do Banco do Brasil que fica na Praça Claudino Alves, atrás da Igreja Matriz de Atibaia. Fúlvio Bonanata; Otávio Gomes de Moraes e Carlos da Conceição Alves foram encaminhados à cadeia de Piracaia onde devem permanecer à disposição da Justiça.

CRIME

Roupas finas, gravata e atenção aos clientes dos caixas eletrônicos. A combinação de fatores leva a crer que pelo menos dois dos homens presos na manhã de ontem em Atibaia realmente eram funcionários de agências bancárias.

Não fosse a persistência de um vendedor que estava no caixa eletrônico do Bradesco, por certo o grupo ainda estaria livre para cometer novos crimes. A vítima desconfiou quando Fúlvio Bonanata lhe ofereceu ajuda se dizendo funcionário do banco. Fúlvio, entretanto, deixou a agência apressadamente em companhia de Carlos da Conceição Alves. O que chamou a atenção da testemunha que imediatamente comunicou o caso ao vigia da agência. O vigia teria maltratado o cliente, alegando não ter funcionários no local que pudessem acionar a polícia ou verificar o que estava ocorrendo.

Foi então que a testemunha acionou a Polícia Militar e decidiu vasculhar as agências bancárias que ficam na região central em busca dos até então suspeitos. A vítima viu quando um deles seguiu sentido Santhander e o outro envolvido, foi para a Caixa Econômica Federal. Até então, o terceiro homem, identificado como Otávio, não estava em companhia dos comparsas.

BUSCAS

A esta altura, o CEIMA, já buscava os dois suspeitos nas ruas centrais de Atibaia, via câmeras de monitoramento. Carlos e Otávio foram vistos quando desceram pela Avenida São João e seguiram, a pé, pela Rua Benedito de Almeida Bueno. O Vectra que o grupo usava estava estacionado naquela rua. Minutos depois, Fúlvio se juntou aos comparsas e os três seguiram de carro até o Museu Municipal e depois, sentido Praça da Matriz.

O carro ficou parado nas imediações da Clínica Especializada do Hospital Novo Atibaia e os três seguiram a pé para o Banco do Brasil. As imagens mostram o bando entrando na agência. Cerca de dois minutos depois, uma lavradora que mora em Nazaré Paulista chegou também na agência e pretendia sacar R$ 60 provenientes do programa Renda Cidadã.

A vítima recebeu ´ajuda` de Otávio que, logo após conseguir a senha, sacou o dinheiro e fugiu da agência levando também o cartão da mulher. A esta altura, a PM e GM já estavam nas imediações. Carlos e Fúlvio foram abordados e presos. Otávio conseguiu fugir.

Nesse momento, policiais, funcionários e clientes do BB e pessoas que estavam no local ouviram pelo menos três disparos de arma de fogo. Os tiros provocaram pânico e correria nas imediações.

Enquanto isso, de Vectra, Otávio fugiu em alta velocidade na Praça da Matriz. Ele inclusive tomou acesso na contra-mão de direção pela rua lateral à sorveteria Valentim. Sem conhecer a cidade, Otávio seguiu pela estreita rua Dr. Olímpio da Paixão, tomou rumo à Avenida dos Bandeirantes e saiu ao lado do Lago do Major.

Mais uma vez, as câmeras de monitoramento foram essenciais para o trabalho da polícia. Segundo informações dos monitores do CEIMA, o Vectra não passou pela câmera que fica na Alameda Lucas Nogueira Garcez (altura do posto Shell) e nem sentido centro da cidade, onde outro equipamento está instalado.

A partir dessa informação, PMs e GMs que buscavam Otávio no Vectra, seguiram para o Jardim São Nicolau, onde possivelmente estaria o último integrante do bando.

Apesar das buscas, nem o carro ou Otávio foram localizados. Ainda assim, uma viatura da GM com dois guardas ficou nas imediações do bairro na busca por informações sobre o Vectra.

Momentos depois, um veículo táxi se aproximou dos GMs, que o abordaram. Questionado, o taxista disse que buscaria um homem que estava em uma chácara, onde o carro dele estaria quebrado. Desconfiados, os GMs seguiram para o local e acabaram por prender Otávio, que pretendia abandonar o Vectra e seguir para Mairiporã, de táxi.

No carro estava a munição e a granada de gás, além de vários documentos e cartões bancários. Nenhuma arma foi localizada. Ainda assim, Otávio, Carlos e Fúlvio foram submetidos à exame residuográfico, que detecta pólvora nas mãos, para verificar quem efetuou os disparos nas imediações da Igreja Matriz.

Comprovado o crime de furto, já que o cartão da vítima foi localizado com Otávio, os três foram autuados em flagrante. Também pelo crime de posse de munição, já que todos ocupavam o Vectra onde estavam os projéteis para arma ponto quarenta, além da granada de gás lacrimogênio. (AC)

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