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24/08/2010 - Diário de São Paulo Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Paraguaio é procurado também por estelionato

Por: Jussara Soares

Ainda não há pistas do costureiro José Maria Sales Matiauda, acusado pela ex-mulher de sumir com os filhos do casal de 8 e 4 anos.

O costureiro paraguaio José Maria Sales Matiauda, de 37 anos, acusado pela ex-mulher Adriana de Souza Pereira, de 31 anos, de desaparecer com os dois filhos do casal, Larissa, de 8 anos, e Abraao Gabriel, de 4, também é procurado pela polícia pelo crime de estelionato.

Matiauda é acusado de ter se apresentado a lojistas como modelista e dono de uma oficina de costura. Assim, ele teria pego material de roupas para confeccionar e desapareceu. Um comerciante da região do Brás procurou a polícia.

A investigação está sendo feita pelo 12 DP (Pari), que vai assumir o caso do desaparecimento das crianças registrado antes no 9 DP (Carandiru).

O paraguaio teria se mudado no Dia dos Pais, 8 de agosto, do apartamento alugado em nome de Adriana no Brás, região central. Esse foi o último dia em que ela teve notícias dos filhos. O costureiro afirmou que passaria o Dia dos Pais com as crianças em um sítio.

Entretanto, vizinhos do prédio afirmam que naquele domingo um caminhão e uma caminhonete fizeram a mudança de Matiauda. "Eles me disseram que as crianças não estavam mais com ele", conta Adriana. O último dia que Larissa e Abraao Gabriel apareceram na escola foi 6 de agosto, uma sexta-feira.

Adriana espera que a polícia peça imagens de uma câmera de segurança de uma loja que fica em frente ao prédio para tentar identificar as placas dos veículos que fizeram a mudança. "É a minha esperança de tentar descobrir o paradeiro dos meus filhos. Meu desespero só aumenta. Não sei onde eles estão, nem quando vou falar com eles", diz a mãe.

Interpol

Amanhã, às 14 horas, Adriana vai à Interpol, a agência de polícia internacional, levar mais informações que possam ajudar na buscas de Larissa e Abraao Gabriel. O medo é que o pai possa levar as crianças para fora do país.

Matiauda é de Assunção, no Paraguai, e veio para São Paulo ilegalmente trabalhar em oficinas de costura. Ele e Adriana se conheceram há 12 anos no Jardim Damasceno, na Zona Norte. Três meses depois, ele ficou desempregado e foi morar na casa dos pais dela. Em 2000, ele se casaram em Assunção.

Como Matiauda nunca regularizou a situação no país, aluguel e todas as contas da família eram no nome da ex-mulher. Por cinco vezes, ele teria abandonado a família. A última reconciliação ocorreu no fim do ano passado, mas há três meses Adriana conta que foi expulsa de casa sob ameaça de morte e proibida de ficar com os filhos. As visitas às crianças só ocorriam a cada quinze dias. A última foi no dia 1 de agosto.

Casos são mais comuns após férias e feriados

Casos de pais e mães que desaparecem com filhos são mais comuns quando uma das partes tem direito à visita e fica com os filhos em férias e feriados, de acordo com a defensora pública Cláudia Aoun Tannuri, que atua no núcleo de família da capital.
"Recebemos esses casos aqui, porque o pai ou a mãe fica com o filho viaja, não volta no dia determinado e não dá notícias", explica a defensora pública.
A primeira providência a ser tomada é entrar com um pedido na Justiça de mandado de busca e apreensão do menor, que tem caráter de urgência. É preciso também registrar um boletim de ocorrência.

"O mais comum é isso ocorrer dentro do Brasil. Para sair do país é mais difícil porque é preciso uma autorização expressa da mãe", explica a defensora.

No caso específico de Adriana, que alega ter sido expulsa de casa pelo ex-marido e proibida de lutar pela guarda dos filhos sob ameaça de morte, a defensora afirma que a mãe errou ao não procurar a Justiça.

A mãe de Adriana, a diarista Rosa de Souza Pereira, de 52 anos, era quem podia entrar no apartamento do casal para fazer a limpeza e cuidar das roupas dos netos, depois que Adriana foi expulsa. "Ele dizia que tinha vontade jogar Adriana pela janela e depois dizer que era um acidente. Por isso, a gente até achava melhor ela não ir lá", afirma Rosa.

"Em casos de ameaça, procure a Delegacia da Mulher e Justiça para fixar a guarda e o regime de visita", recomenda Cláudia, a defensora pública.

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