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23/08/2010 - Económico Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Bancos de Wall Street têm nova arma de "espionagem"

Por: Rui Barroso

Imagens de satélite são a nova moda para recolher dados e antecipar tendências.

"Disponibilizamos aos investidores institucionais e às empresas dados e análises baseadas em tecnologia de detecção remota, incluindo imagens de satélite, fotografias aéreas e outras fontes". A informação faz parte da página principal da Remote Sensing Metrics e os bancos de investimento estão a apostar nestas tecnologias a fazer lembrar filmes de serviços secretos para delinearem as suas estratégias de investimento. As empresas a que os bancos contratam estes serviços são, em alguns casos, as mesmas que trabalham com o governo dos EUA.

O UBS, por exemplo, reconheceu num ‘research' que utilizou serviços deste tipo para estimar os resultados da retalhista Wal-Mart, segundo uma notícia do "El País". A ideia é utilizar os dados para prever a evolução que tanto a economia como as empresas estão a ter. No caso da Wal-Mart, estes serviços permitiram ver o número de camiões e o número de carros estacionados nos parques de estacionamento dos supermercados para tomar o pulso à evolução das vendas da empresa.

Mas as potencialidades das imagens de satélite em tempo real não se ficam pelo retalho. "Fornecemos dados das maiores retalhistas, assim como de empresas de distribuição, transporte, minas, petróleo, ‘telecoms' ", assegura a Remote Sensing Metrics no seu ‘site'. E, em conjunto, estes dados todos podem ajudar a aferir sobre a evolução do PIB, um pouco à semelhança da estratégia utilizada pelo anterior presidente da Reserva Federal dos EUA, Alan Greenspan, que tinha em conta nas suas análise o número de caixotes produzidos para ajudar a medir a pulsação às trocas comerciais.

Informação valiosa para as seguradoras

Mas nem só os bancos de investimento se socorrem de tecnologia de ponta para definirem as suas estratégias. As empresas a operar nesta área de informação tentam seduzir também a indústria dos seguros. "As empresas mundiais de seguros estão a aumentar o seu uso de imagens aéreas e de satélite como uma tecnologia para aumentar a eficiência da indústria", refere uma das empresas deste sector de informação, a Digital Globe.

Outra companhia deste tipo, a GeoEye, publicita no seu ‘site' que, com estes serviços, as seguradoras poderão tornar mais rápido e barato medir o risco dos seus portefólios e acompanhar os desenvolvimentos de catástrofes naturais. Outro dos argumentos para a venda destes serviços é que possibilitam às seguradoras vigiar de forma rápida e barata as tentativas de fraude. E o negócio da venda de informações captadas por satélite aparenta ser lucrativo. A GeoEye lucrou dez milhões de euros no segundo trimestre do ano e as acções da empresa sobem mais de 30% este ano.

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