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24/05/2007 - Expresso Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

CE quer apanhar pedófilos através de cartões de crédito

Por: Maria Luiza Rolim


O pseudo-anonimato das pessoas que utilizam cartões de crédito para comprar pornografia infantil através da Internet está com os dias contados. O anúncio foi feito ontem pelo comissário europeu da Justiça, Liberdade e Segurança, Franco Frattini.
Para enfrentar os cibercriminosos, a Comissão Europeia (CE) está a propor o estabelecimento de acordos com as empresas que controlam os cartões de crédito para que entreguem à Justiça os dados destes clientes.
Segundo Frattini, "os crimes online são cada vez mais sofisticados e frequentes na Europa", fenómeno que justifica a necessidade de criação de "uma política europeia de combate a crimes pela Internet, que incluirá acções legislativas e cooperação legal e política com empresas privadas e países terceiros".
O objectivo de Bruxelas é combater a pornografia infantil, o abuso sexual de crianças, a incitação ao terrorismo e a fraude. Tudo crimes que têm aumentado com a expansão da Internet.

Rede europeia de controlo da Net

Franco Frattini quer, também, criar uma rede europeia para fiscalizar a Internet, que ficará na dependência da Europol, a polícia da UE. Bem como harmonizar as leis sobre roubo de identidade, ou seja, o uso de dados falsos, de outra pessoa, para cometer crimes online.
Em conferência de imprensa, Franco Frattini disse que embora não haja estatísticas para o conjunto dos 27 países, há casos paradigmáticos como os da Grã-Bretanha, onde os sites de pornografia infantil dispararam nos últimos oito anos. Outro exemplo é o da Noruega, que não faz parte dos países-membros mas é vizinho do bloco, onde a cada diz uma média de sete mil pessoas busca pornografia infantil online.
De acordo com um relatório do Departamento de Justiça norte-americano, divulgado em Abril, a comercialização deste tipo de imagens nos EUA e na Europa representa um lucro superior a mil milhões de euros por ano.
A preocupação com a expansão do cibercrime abrange também os 'hackers'. Uma investigação em curso na UE aponta que dois grupos de 'hackers' teriam facturado cerca de 100 milhões de dólares norte-americanos em três anos de burla pela Net.
Na Grã-Bretanha, as fraudes bancárias online aumentaram oito mil por cento nos últimos dois anos, enquanto 89% das empresas alegam ter sofrido algum tipo de crime online no espaço de um ano.
Só na Alemanha estima-se que 750 mil computadores pessoais por ano sejam infectados. Depois dos utilizadores domésticos, os mais prejudicados pelos 'hackers' são os bancos.
A falta de controlo de conteúdos também pode contribuir para o terrorismo. Segundo Franco Frattini, "é muito fácil encontrar na Internet instruções para a construção de uma bomba caseira. Actualmente, por falta de legislação, não há como apagar essas páginas". Razão pela qual a CE poderá propor ao Conselho Europeu que passe a considerar crime a publicação, na Internet, de instruções sobre o fabrico de bombas.

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