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18/08/2010 - Diário do Pará Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Máfia que falsifica certificados pode estar no PA

Suspeita foi levantada pela direção da Escola Justo Chermont, após escândalo em vestibular da UFPA.

Existe a possibilidade de que uma máfia de falsificação de certificados de conclusão do ensino médio possa estar atuando no Estado. A informação foi repassada pela direção da Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Justo Chermont, que mensalmente recebe diplomas para verificação da autenticidade do documento.

Entre esses certificados estava a de um aluno da Universidade Federal do Pará (UFPA) que tentou fraudar o sistema de cotas da instituição apresentando um diploma falso da Escola Justo Chermont. O diretor da escola, Adamor Barbosa dos Santos, explica que a UFPA enviou o documento no mês de junho para que fosse feita a verificação, onde foi constatada a falsidade.

O suposto diretor e os três secretários que assinaram o falso diploma nunca trabalharam na escola, segundo Santos. Foram verificadas, ainda, a numeração da resolução do curso e do livro de registro, que não batiam com a da instituição estadual. “O Conselho Estadual de Educação atribui uma numeração para cada escola da rede pública, e o número apresentado no diploma não coincidia com o nosso. Além disso, ainda estamos no 9º livro de registro, enquanto no documento e estava como 34º”. O aluno, obviamente, nunca passou pela escola.

A máquina registradora utilizada na digitação dos dados também não era a mesma que Justo Chermont possui há vários anos. Por todos esses motivos, a direção da escola descartou a possibilidade de que a emissão do diploma falsificado tenha tido a colaboração de algum funcionário, mas acredita em exista uma máfia agindo fora da escola.

Isso porque, nos últimos três anos, segundo a secretária Alcinéia Nascimento da Costa, que trabalha na função há 19 anos, foram recebidos em média 20 diplomas falsos para verificação de autenticidade, sendo que, mais da metade eram assinados com o mesmo nome e carimbo da suposta diretora.

“Mudam o nome dos secretários, mas da diretora é sempre o mesmo. Nós percebemos isso porque muitas empresas daqui e até de outros estados, que recebem o certificado de conclusão do ensino médio de possíveis futuros empregados, nos enviam o documento para comprovar a veracidade das informações. Muitos são verdadeiros, mas muitos também são falsos”.

Essa informação, de acordo com a secretária, já foi repassada para a Secretaria Estadual de Educação (Seduc), mas ate onde se sabe, nenhuma medida foi tomada. Por outro lado, a assessoria da Seduc, através de nota, disse que “a direção da Escola Justo Chermont já encaminhou o caso para a ouvidoria da Seduc, sobre certificado supostamente falso que pertencia a um estudante que ingressou na Universidade Federal do Pará (UFPA) através do sistema de cotas”.

Diz ainda a nota que a ouvidoria entrará com processo investigativo para verificar a veracidade da assinatura da funcionária, inicialmente identificada como Maria de Nazaré. “Após averiguação e comprovado o envolvimento dela com a liberação do falso diploma, a Seduc entrará com os processos administrativos legais cabíveis, para, posteriormente pedir sua exoneração do cargo”.

>> Sistema de cotas não vai acabar, garante a UFPA

A pró-reitora de ensino de graduação da UFPA, Marlene Freitas, garante que não existe a possibilidade de se acabar com o sistema de cotas, mas que as etapas para o procedimento de habilitação serão avaliadas pela Comissão de Processo Seletivo para que se possam criar mecanismos para evitar novas fraudes. “Precisaremos de mecanismos de maior rigor”, disse. Os seis estudantes estão sendo investigados pelo Ministério Público Federal (MPF). De acordo com a assessoria de imprensa, o MPF abriu procedimento civil e criminal para apurar o caso.

A UFPA não exige, para a seleção dos candidatos cotistas, a apresentação do histórico escolar, o que possibilitou que os seis estudantes apresentassem só o diploma de conclusão do ensino médio – um falso e outro expedido pela Secretaria Estadual de Educação (Seduc) via Departamento de Ensino Supletivo (Desu).

INVESTIGAÇÕES

As investigações só foram realizadas a partir do momento em que a própria pró-reitora recebeu algumas denúncias via e-mail, e até pessoalmente, falando sobre o caso.

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