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18/08/2010 - O Tempo Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Foragido, Thales está usando cartão de crédito pelo Brasil

Por: Rafael Rocha

Produtor musical que teria ajudado Maioline some com o carro do amigo.

As vítimas de Thales Emanuelle Maioline, o empresário acusado de dar um golpe milionário em investidores de 14 cidades mineiras, não têm a menor ideia de onde ele esteja, mas uma pista pode ajudar a Polícia Civil a chegar ao empresário. Segundo uma fonte, desde que desapareceu, no dia 23 de julho, Thales vem usando um cartão de crédito em gastos pelo Brasil.

Segundo a fonte, que tem conhecimento dos bastidores do esquema liderado pelo empresário, o documento usado por Thales é fraudulento e foi criado com o objetivo de impedir que as vítimas da fraude e a própria polícia cheguem ao golpista.

Uma outra informação que poderá indicar o paradeiro do golpista é a conta criada pelo empresário, duas semanas antes de sua fuga, no paraíso fiscal do Panamá, para onde ele teria transferido nada menos que R$ 5 milhões.

O parceiro de Thales na operação seria um concunhado, um produtor musical que mora no bairro Santa Rosa, na região da Pampulha, na capital, mas que ainda não foi ouvido pela polícia.

A reportagem esteve ontem no endereço, mas não localizou o homem. Até a semana passada havia, na garagem do prédio do produtor, um veículo Eclipse preto que seria de Thales e estava escondido. Vizinhos contam que o parceiro do empresário retirou o carro da casa, numa madrugada da semana passada.

No mesmo prédio, Thales seria dono de outros três apartamentos, mas colocou os bens em nome de parentes. Foi nesse endereço que, dias antes de o golpe estourar, os sócios da Firv Consultoria e Administração de Recursos Financeiros fizeram uma reunião de emergência, no meio da madrugada. O encontro indicava que o "Clube dos Vencedores", o grupo de investimento criado por Thales, estava prestes a ruir.

Já sabendo que o rombo iria estourar, naquela ocasião, Thales teria transferido R$ 1 milhão para a conta de sua irmã, Iany Márcia Maioline, que é sócia na empresa. Ela nega envolvimento à polícia e diz que também foi vítima do golpe.

Os bens de Thales, Iany e do sócio Oséias Ventura estão bloqueados desde o dia 1º de agosto. Mas ao que tudo indica, Thales tem muito mais bens do que o declarado. Segundo a mesma fonte, o golpista é dono de uma grande fazenda em Araçuaí, no Vale do Jequitinhonha, de uma granja em Baldim, na região Central de Minas, um restaurante, uma loja de artesanato e até um ringue de luta-livre, todos em Porto Seguro, na Bahia, onde costumava passar férias.

Ações. Até amanhã, 15 dos 30 ex-funcionários da Firv devem entrar com ações trabalhistas para receberem pagamentos atrasados. Assim que o rombo veio à tona, os funcionários tiveram que sair dos escritórios da empresa, mas não receberam o pagamento do mês nem o acerto. Somada, a quantia da causa chega a R$1 milhão.

Em Itabirito, golpe já causa demissões em empresas

Empresários que foram vítimas do golpe aplicado por Thales Emanuelle Maioline em Itabirito, na região metropolitana de Belo Horizonte, já começam a tomar medidas para minimizar suas perdas. De acordo com informações de uma fonte que não quis ser identificada, o golpe já estaria afetando as transações comerciais na cidade e até causado demissões.

Cerca de 80 funcionários teriam sido demitidos de uma empresa do ramo de construção civil, mas o proprietário da empresa nega. Ele tomou prejuízo de R$ 2,5 milhões.

Outro empresário, que perdeu R$ 4 milhões, também estaria tendo problemas em seus negócios na área de educação. Vários empresários, no entanto, evitam se expor, já que alguns deles seriam sonegadores do imposto de renda.

Das 14 cidades mineiras nas quais há vítimas do golpe financeiro aplicado por Thales Emanuelle Maioline, Itabirito foi a mais atingida. (RRo)

O esquema Firv e os passos da investigação

"Clube dos Vencedores". Thales Maioline atraiu, segundo a polícia, cerca de 2.000 investidores para um fundo com a promessa de rendimentos de 5% ao mês e bônus semestral de 30%. O esquema funcionou até que um investidor solicitou o saque de R$ 3 milhões.

Desconfiança. Em 23 de junho surgiu o primeiro indício de irregularidade, quando a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) informou que a Firv e seus donos não tinham autorização para atuar no mercado.

Desaparecimento. Depois que o investidor teve sua tentativa frustrada de sacar o dinheiro, outras vítimas foram avisadas do sumiço de Thales e procuraram a polícia. Ele foi visto pela última vez em 23 de julho, no Terminal Tietê, em São Paulo.

Inquérito. No dia 28 de julho, o Departamento de Investigações de Crimes contra o Patrimônio abriu um inquérito para apurar o golpe milionário.

Mentor. Thales Maioline, que detém 90% da Firv, é considerado pela polícia o responsável pelo esquema. Seus sócios, a irmã Iany Maioline e Oséias Ventura, dizem que também são vítimas do golpe.

Reforço. Em 30 de julho, a Polícia Federal entra no caso. As fronteiras do Brasil e uma possível emissão de passaporte em nome de Thales são monitoradas.

Ações. Justiça determinou o bloqueio das contas da Firv, de Thales e dos sócios. O bloqueio na esfera criminal é determinado em 1º de agosto. No dia 5, o Tribunal de Justiça ordena o bloqueio de R$ 60 mil da Firv e dos sócios. Em 6 de agosto, a Justiça decreta a prisão do empresário.

Depoimentos. A polícia já ouviu mais de 200 depoimentos, entre vítimas, sócios e funcionários da Firv, além do motorista que levou o empresário a São Paulo.

Sem pistas. Polícia diz que inquérito é trabalhoso

Equipes da Polícia Civil já vasculharam cidades no interior de Minas Gerais e São Paulo, mas não sem sucesso sobre o paradeiro de Thales. Até agora, o inquérito que investiga o golpe já acumula mais de 8.000 páginas, 28 volumes, cerca de 200 depoimentos coletados, mais de 2.000 vítimas e um prejuízo de dezenas de milhões de reais.

“É um trabalho árduo, que ainda vai demorar para ser concluído”, diz o delegado Anselmo Gusmão, que comanda as investigações. Além de depoimentos de vítimas, a polícia analisa oito computadores utilizados por Thales.

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