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25/05/2007 - Última Instância Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Em denúncia, Ministério Público diz que gasolina adulterada financia o PCC

Por: Camilo Toscano


O Ministério Público de São Paulo denunciou nesta sexta-feira (25/5) 16 pessoas ligadas a um esquema que envolvia 22 postos de gasolina, a partir da venda de combustível adulterado, para financiar as ações da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital).

Em sua maioria, os postos estão localizados na cidade de São Paulo, na região do Grande ABC e no litoral Sul do Estado e comercializavam gasolina e álcool etílico hidratado, com adição de 25% álcool anidro e 25% de solvente na gasolina em desacordo com normas da ANP (Agência Nacional de Petróleo).

A denúncia se baseia em informações colhidas pela Dise (Delegacia de Investigação sobre Entorpecentes) de Santo André, que investigou o envolvimento de Gildásio Siqueira Santos (o Gil) em crime de lavagem de dinheiro vindos do tráfico de entorpecentes e de crime contra a ordem econômica, praticados pelo PCC.

Toda a investigação foi feita por meio de escutas telefônicas realizadas com autorização judicial, que apontam Wilson Roberto Cuba (vulgo Rabugento ou Alemão) como líder do esquema. Preso na Penitenciária de Presidente Venceslau (interior de São Paulo), por crime de latrocínio (assalto seguido de morte), Rabugento comandava as ações da quadrilha por meio de telefone celular.

Do lado de fora, Gil era peça central do esquema. Ele seria uma das “torres” (função de comando) de uma das células do PCC. Além dele, Felipe Geremias dos Santos (o Felipe Alemão) era o “sintonia”, responsável pela comunicação entre as unidades menores da facção.

De acordo com os promotores Adriana Ribeiro Soares de Morais, Amaro José Thomé Filho e Roberto Wider Filho, que assinam a denúncia, o esquema passava pela escolha de “laranjas” e de “fantasmas” para assumir a propriedade dos estabelecimentos. Segundo o MP-SP, Carina Aparecida Bueno, parente de Gil e também denunciada, repassava até R$ 15 mil por mês, montante retirado dos postos.

“Previamente associados e com unidade de propósitos, [os denunciados] ocultaram e dissimularam a origem e propriedade de bens, direitos e valores provenientes direta e indiretamente de crime de tráfico ilícito de entorpecentes e de crime contra a ordem econômica, todos praticados por organização criminosa, bem como utilizaram na atividade econômica bens e valores que sabiam ser provenientes dos crimes referidos”, diz trecho da denúncia.

Os promotores dizem ainda que Gil adquiriu “inúmeros estabelecimentos comerciais, na maioria, postos de combustível na região metropolitana de São Paulo”, com dinheiro do “tráfico de entorpecente praticado pela referida organização criminosa, ‘lavando’ este dinheiro, na medida em que ocultava sua origem e dissimulava a efetiva propriedade das sociedades comerciais”.

Crimes
Os promotores pedem à 4ª Vara Criminal de Santo André a instauração do processo penal contra todos os denunciados e a condenação deles pelos crimes de lavagem de dinheiro ou ocultação de bens oriundos do tráfico de entorpecentes (artigo 1º, inciso I, da Lei 9.613/98) e de organização criminosa (inciso VII), em concurso material (artigo 69 do Código Penal) com o crime de formação de quadrilha (artigo 288 do Código Penal). As penas podem variar de um a dez anos, dependendo do crime.

Foram denunciados Gildásio Siqueira dos Santos (Gil), Wilson Roberto Cuba (Rabugento ou Alemão), Carina Aparecida Bueno, Felipe Geremias dos Santos (Felipe Alemão), Reinaldo Macário de Lima (Boy), Ronnie Rosinelli dos Reis (Cabelo Arrepiado), Marcelo Frasato de Freitas (Mike), Marivaldo Gilberto Lopes (Pisca), Sidnei Garcia, Umberto de Almeida Oliveira, Miguel Siqueira Campos, Milene Rodrigues de Ponte, Vagner Antonucci, Marcel Mathias Pinto e Claudio José Jorge Monteiro. Ana Paula Saldanha é denunciada pelo crime de formação de quadrilha.

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