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17/08/2010 - Jornal de Negócios Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

O golpe de mestre do Goldman Sachs

Relegado para segundo plano na colocação em bolsa da General Motors, o Goldman Sachs emagreceu os ganhos dos rivais na operação.

Acusado de fraude pelas autoridades americanas, o Goldman Sachs foi relegado para segundo plano na recolocação em bolsa da General Motors. Para o banco de investimento significou ficar de fora de um negócio que poderia ascender a várias centenas de milhões de dólares. Já que não podiam ficar com a soma, os executivos do Goldman Sachs asseguraram que os rivais pouco ganhassem.

A emblemática fabricante automóvel pediu a protecção contra credores a 1 de Junho de 2009 e foi resgatada pelo Estado. Agora a Administração Obama quer colocá-la de novo em mãos privadas, através da dispersão em bolsa.

A operação foi disputada pelos grandes bancos de Wall Street e instituições estrangeiras. A reputação recente e o facto de trabalhar para um concorrente da General Motors (a Ford) levaram o Tesouro americano a relegar o Goldman Sachs para segundo plano.

Segundo a Bloomberg, sabendo que não vencia, o banco de investimento prestou-se a montar a colocação em bolsa por 0,75% do valor da operação. Um quarto da comissão habitualmente cobrada.

A "pechincha" criou pressão para o Tesouro incluir a proposta do Goldman. Ao mesmo tempo permitiu-lhe fazer a operação com um custo mais baixo para os contribuintes. Os bancos líderes da operação são o JPMorgan e o Morgan Stanley. Participam ainda o Bank of America, o Citigroup, o Credit Suisse, entre outros. Vão partilhar um bolo em comissões de 120 milhões de dólares: uma soma que poderia ter sido até quatro vezes maior.

A "jogada" do Goldman Sachs irritou a concorrência, segundo apurou a agência americana. "Não surpreende que os outros bancos estejam furiosos. Eles sentem que a proposta deu ao governo uma alavanca para descer as comissões. Mesmo assim, a operação tem valor", afirmou à Bloomberg Samuel Hayes, professor de Finanças da Harvard Business School.

Outros bancos apresentaram contrapartidas. O Bank of America e o Credit Suisse propuseram usar parte das comissões para comprarem carros da General Motors para os trabalhadores. O fabricante é detido em 61% pelo Estado, que pretende agora vender a sua posição por um montante entre 12 e 16 mil milhões de dólares.

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