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14/08/2010 - Tribuna do Brasil Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Presos por desvio de verbas

Por: Marina Cardozo


Um ex-servidor comissionado do Governo do Distrito Federal é acusado de desviar, durante o ano de 2008, a verba destinada a despesas com telefonia da Secretaria de Governo para uma empresa fantasma. De acordo com a polícia, Marcos Antônio Furtado, 44 anos, utilizava a senha de uma servidora da Gerência de Orçamento e Finanças da secretaria para transferir o pagamento que seria da Global Village Telecom (GVT) para a empresa fantasma Global Vilage Telecobranças. Ambas possuem as mesmas iniciais, para não levantar suspeita. Outras três pessoas são acusadas de envolvimento no esquema.
Segundo o delegado-chefe da Divisão Especial de Repressão a Crimes Contra a Administração Pública (DECAP), Flamarion Vidal, os crimes começaram em 2008, cerca de um ano depois que o servidor comissionado começou a trabalhar no GDF. Marcos Furtado foi nomeado ao cargo por indicação do deputado distrital Batista das Cooperativas (PRP). Depois, ele trabalhou na Administração Regional de Águas Claras e atualmente atuava na campanha eleitoral do deputado. De acordo com Vidal, não há indícios de que o candidato Batista tenha envolvimento no caso.
As investigações foram iniciadas no início de 2009, depois que a usuária da senha usada para o crime percebeu o esquema e procurou a polícia. Os policiais descobriram que as despesas estavam sendo pagas à empresa homônima à GVT e identificaram a proprietária: Marielba Pereira Figueiredo, 29 anos, cunhada do servidor. “Depois da denúncia, eles cessaram o esquema para não levantarem suspeitas”, explicou o delegado. Calcula-se que o montante desviado seja de R$ 87 mil. “Enquanto isso, a GVT não recebia os pagamentos, mas acreditou que fosse uma dívida normal”, explicou.

Auxílio funeral

Após a descoberta da ação, a polícia descobriu que os suspeitos estavam envolvidos em outro crime. A empresa de Marielba era utilizada para receber o auxílio-funeral no valor de R$ 3,5 mil, benefício pago a famílias de baixa renda. Por causa da fraude, a operação que culminou na prisão dos envolvidos foi batizada de Hela, deusa nórdica da morte.
Os saques eram feitos por pessoas ligadas a uma corretora de seguros pertencente à esposa de Marcos, Agda Figueiredo Furtado, 38 anos. Ainda é investigado se as pessoas que realizavam os saques do auxílio-funeral tinham conhecimento da ação criminosa. Um amigo da dupla, Jomar Torres, 36 anos, também é acusado de envolvimento no esquema e está foragido.
Os acusados irão responder por formação de quadrilha, falsificação de documentos e uso de documentos falsos. Se condenados, a pena pode chegar a 20 anos de reclusão.

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