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10/08/2010 - odiario.com Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Sindicatos são suspeitos de fraudar aposentadoria

Por: Fábio Linjardi


Policiais federais e técnicos da Previdência Social apreenderam na manhã de segunda-feira (9) centenas de documentos nos sindicatos de trabalhadores rurais de Maringá, Sarandi e Paiçandu.

A ação, batizada de Operação Audácia, investiga suspeitas de fraudes em processos de aposentadorias intermediados pelos três sindicatos.

Os mandados de busca e apreensão foram expedidos pelo juiz substituto Adelcio Ferreira, da Vara Federal Criminal de Maringá.

As apreensões foram realizadas por dez agentes da PF e cinco técnicos da Previdência. As investigações começaram há um ano, após técnicos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) detectarem indícios de fraude na elaboração dos processos de aposentadoria.

Entre os documentos sob suspeita, estão os comprovantes de tempo de serviço dos trabalhadores.

Caso sejam comprovadas as irregularidades, os envolvidos poderão responder pelos crimes de estelionato, falsidade ideológica, falsificação de documentos e formação de quadrilha, com penas que podem chegar a seis anos de reclusão.

Segundo a PF, o nome da operação é uma alusão às ações tidas como audaciosas, que teriam sido executadas pelos representantes dos trabalhadores rurais, na busca pelo benefício previdenciário aos associados.

Confirma

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Maringá (Sintrum), Paulino de Carlos, confirma que há suspeitas de irregularidades dentro da instituição, como cobrança da primeira aposentadoria do beneficiário em troca do encaminhamento do processo ao INSS.

"O trabalhador só contribui com a mensalidade do sindicato, não paga para obter a aposentadoria. Suspeita-se que existe cobrança, mas nunca conseguimos provar nada", diz.

Carlos está à frente do sindicato há 36 anos. Ele conta que a funcionária encarregada pela montagem dos processos de aposentadoria passou mal e foi ao médico após a apreensão dos documentos.

"Estou aguardando ela voltar para conversarmos", disse, na tarde de ontem, sem citar o nome da funcionária.

A quantidade de documentos apreendida não divulgada pela PF. "Foi um monte, não sei quanto", diz o presidente do Sintrum. A reportagem não conseguiu localizar, na tarde de ontem, os presidentes dos sindicatos de Sarandi e Paiçandu.

A polícia, o INSS e a Justiça Federal não divulgaram mais detalhes da investigação - como quantas aposentadorias estão sob suspeita e os valores que teriam sido obtidos por meio das fraudes. A alegação dos três órgãos é que o processo sobre o caso tramita em segredo de Justiça.

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