Monitor das Fraudes - O primeiro site lusófono sobre combate a fraudes, lavagem de dinheiro e corrupção
Monitor das Fraudes

>> Visite o resto do site e leia nossas matérias <<

CLIPPING DE NOTÍCIAS


Acompanhe nosso Twitter

09/08/2010 - Correio Braziliense Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Estelionato cresce mais de 70% nos últimos cinco anos

Por: Naira Trindade

Uma pessoa é enganada a cada 30 segundos.

Falta de atenção ou ganância. Esses são normalmente os dois ingredientes que envolvem os golpes praticados por estelionatários. Um simples telefonema pode ser o começo de uma grande dor de cabeça. Do outro lado da linha, uma pessoa se apresenta como funcionária de uma empresa telefônica e anuncia ter encontrado uma conta no nome da vítima em aberto no sistema. Com o dom da oratória, a atendente faz de tudo para convencer que a falta de pagamento pode causar muitos transtornos, como a inscrição nos cadastros de restrição de crédito e mesmo o corte da linha de telefone. A pessoa estranha a ligação, mas preocupada com as possíveis consequências, aproveita a solidariedade da funcionária e anota os números de uma conta bancária para, rapidamente, transferir a quantia referida e acertar o débito. Somente depois, descobre que engordou as estatísticas de estelionato no Distrito Federal, onde, a cada 30 segundos, uma pessoa é enganada por criminosos.

A cada ano, em todo o país, cresce o número de registros de ocorrências por estelionatos. No Distrito Federal, em 2004, 7.288 brasilienses se disseram vítimas desse tipo de golpe. Cinco anos depois, a quantidade de pessoas enganadas quase dobrou. Em 2009, registrando um aumento de mais de 70%, a quantia subiu para 12.435 casos. Os dados são resultado de um levantamento realizado pela Polícia Civil a pedido do Correio. Nos relatórios, os agentes não discriminaram os tipos de golpes mais recorrentes. No entanto, a titular da Delegacia de Repressão e Defraudações, Ivone Rosseto, explica que o aumento de vítimas nos conhecidos golpes 171 — número do artigo do Código Penal que classifica o crime de estelionato — está ligado também ao incremento econômico da população e ao acesso a novas tecnologias. “O advento da internet trouxe novas modalidades do crime. Os assaltos a bancos, por exemplo, hoje migraram para os cartões clonados. Há uma variedade de novas modalidades”, esclarece.

Dificuldades

Os tipos mais comuns são justamente os ligados à internet (que dificulta o rastreamento dos passos dos criminosos) e a mensagens e ligações telefônicas. “Essa é, aliás, uma das características do golpista. Ele prefere não aparecer, não ter a sua imagem conhecida”, esclarece Ivone Rosseto. Uma das novidades são os golpes aplicados por meio de mensagens de celular, que anunciam prêmios de alto valor, como carros e viagens internacionais. Para obter o benefício, no entanto, é exigido um depósito de uma quantia em dinheiro em um prazo bem apertado. Na correria, algumas vítimas não têm tempo para raciocinar ou pedir uma segunda opinião e acabam cedendo às tentações de receber o sonhado carro.

Além das falcatruas eletrônicas, muitas práticas antigas continuam sendo aplicadas. Um dos golpes mais populares, o do falso bilhete premiado, ainda continua no topo dos mais aplicados. (veja arte). “A divulgação das novas modalidades, no entanto, ajuda na redução dos golpes”, diz a delegada. Um exemplo é o caso do falso sequestro — que apesar de estar de fora dessas estatísticas por ser considerado extorsão e não estelionato — teve queda considerável após tornar-se mais conhecido. “As pessoas começaram a perceber que se tratava de um golpe. Outro caso que reduziu muito foi o do cheque sem fundo, por causa da queda no uso do cheque”, analisa.

O que diz a lei
Prática dolosa

O famoso 171 — citado em diversas músicas de pagode — é o número do artigo do Código Penal que define o estelionato como um crime econômico que apresenta os seguintes requisitos: obtenção de vantagem que gera prejuízo a outra pessoa por meio de armação que induz a vítima ao erro. A prática é considerada dolosa — com intenção — e a pena prevista para o crime é de reclusão de um a cinco anos, além do pagamento de multa. Há aumento na punição caso seja cometido contra entidade de direito público ou instituto de economia particular, assistência social ou beneficência.

Página principal do Clipping   Escreva um Comentário   Enviar Notícia por e-mail a um Amigo
Notícia lida 161 vezes




Comentários


Nenhum comentário até o momento

Seja o primeiro a escrever um Comentário


O artigo aqui reproduzido é de exclusiva responsabilidade do relativo autor e/ou do órgão de imprensa que o publicou (indicados na topo da página) e que detém todos os direitos. Os comentários publicados são de exclusiva responsabilidade dos respectivos autores. O site "Monitor das Fraudes" e seus administradores, autores e demais colaboradores, não avalizam as informações contidas neste artigo e/ou nos comentários publicados, nem se responsabilizam por elas.


Patrocínios




NSC / LSI
Copyright © 1999-2016 - Todos os direitos reservados. Eventos | Humor | Mapa do Site | Contatos | Aviso Legal | Principal