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09/08/2010 - Gazeta do Povo Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Tecnologia a serviço dos fraudadores

Por: Vinicius Boreki e Diego Ribeiro

Lorenzo Parodi, Italiano que vive em São Paulo e é especialista em investigar fraudes.

Os crimes de fraudes são cada vez mais comuns e estão ainda mais especializados. A tecnologia tem sido usada a favor dos fraudadores. E a maior preparação dos criminosos está consequentemente ligada ao aumento das quantias perdidas, inclusive em grandes empresas e no mercado financeiro. Apesar de poucos se aventurarem na carreira nesse ramo para tentar coibir ações dessa envergadura, profissionais como o italiano Lorenzo Parodi ganham espaço no país. Ele é especialista em investigar fraudes, mora em São Paulo e atua no setor corporativo ajudando as grandes empresas a diminuir as perdas com golpes. O problema, em sua opinião, não se restringe ao Brasil.

Parodi não revela qualquer informação sobre suas apurações, mas lembra que já investigou uma quadrilha que atuou em São José dos Pinhais, região metropolitana de Curitiba. Em entrevista ele diz que a prevenção é o melhor caminho para combater as fraudes, que causam prejuízos milionários em todo o país. Para divulgar seu trabalho, Parodi organizou o site www.fraudes.org, onde tenta mostrar todos os tipos de irregularidades que conhece.

Não há estatística sobre fraudes, mas pela sua experiência, quais são as mais comuns no Brasil?

São as fraudes chamadas de populares, como golpes que envolvem pequenos financiamentos, golpes de celulares e de rua (como o bilhete premiado). Há ainda os contra as seguradoras, sobretudo em seguros de veículos, golpes bancários (via internet) e de clonagem de cartões.

Quais as modalidades de fraudes com cartão de crédito no Brasil?

Clonagem direta dos cartões em estabelecimentos comerciais ou na fase de produção, entrega dos cartões e a compra com aproveitamento de dados de cartões vendidos por quadrilhas internacionais. Raramente se trata de golpista isolado. Há tendência de profissionalização das quadrilhas, que estão cada vez mais organizadas e ousadas.

Quais seguros são mais fraudados?

Hoje são os de veículos, de transporte e de saúde. As modalidades são bem diferentes. No caso dos transportes, por exemplo, é bastante comum encontrar quadrilhas organizadas. Nos seguros de veículos há tanto quadrilhas quanto pessoas físicas. No de saúde é menos comum encontrar quadrilhas, salvo casos de fraudes organizadas em provedores como hospitais ou clínicas.

Esses estelionatários estão ligados a outros crimes?

Hoje em dia existem tipos de fraudes que são estritamente ligadas a outros crimes. Mais da metade das fraudes com cartões de crédito, por exemplo, são coordenadas por pessoas ligadas ao crime organizado (Primeiro Comando da Capital, Comando Vermelho, entre outros) e tráfico de drogas. Eles usam estas fraudes como fonte de financiamento para as demais atividades ilícitas. A mesma tendência é notada via internet. As fraudes por meio de celulares são quase todas realizadas por presidiários.

Quais as características dessas pessoas?

Os golpistas variam muito dependendo do tipo de golpe e do âmbito de aplicação. É extremamente difícil generalizar. De forma geral, o golpista é dissimulado e bom mentiroso. Frequentemente é um bom ator e tem sensibilidade psicológica para perceber rapidamente os pontos vulneráveis da vítima. No caso das fraudes corporativas é um oportunista atento e informado.

Como se prevenir das fraudes?

Existem livros para responder a esta pergunta. De forma geral, o treinamento e a ampla difusão de informações é um meio poderoso, assim como a estruturação de procedimentos de controle e monitoramento rigorosos.

Há fraudes de menor potencial ofensivo? Como combater?

Um advogado – que é meu amigo e colega – costuma dizer que não existem fraudes pequenas e grandes. Existem só fraudes e todas elas são crimes da mesma maneira. Uma fraude onde a perda seja de R$ 200 pode ser considerada nada para uma empresa, mas para alguém que ganhe R$ 400 por mês representa metade da renda mensal, ou seja, uma tragédia. Sobre combater, no caso das fraudes populares, isso se dá em boa parte através de informação preventiva, divulgação de informações e alertas e educação em geral. Por que, por exemplo, não fazer alguns seminários periódicos em escolas e faculdades para explicar, com intuito preventivo, o que acontece no mundo das fraudes?

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