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07/08/2010 - 24 Horas News Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

MISTÉRIO-2: Morte de contador pode envolver “lavagem” de dinheiro público

Por: José Ribamar Trindade


A Polícia Civil de Várzea Grande voltou a investigar a morte de Rocha e o sumiço de Marcos, mas ainda não quis se pronunciar oficialmente sobre o assunto

A morte do contador Sebastião Rocha de Oliveira e o desaparecimento do também contador Marcos de tal pode ter relações com um grande golpe de mais de R$ 3 milhões. O dinheiro seria apenas uma parte do montante de uma conta bancária movimentada por uma grande empresa de Várzea Grande. As transações seriam usadas para “lavar” dinheiro sujo oriundo de cofres públicos. Uma testemunha (fonte) contou à reportagem do Portal 24 Horas News toda a trama do suposto envolvendo Rocha e Marcos.

Pedindo apenas para não ser identificada, a fonte diz que tudo começou bem antes da morte de Rocha, que junto com Marcos seriam os responsáveis pelo setor financeiro da empresa, principalmente pela movimentação da conta que era movimentada quase que secretamente.

Ao descobrir que o dinheiro da conta era sujo, os dois contadores, segundo a fonte, passaram a desviar recursos da empresa, chegando a transferir, em princípio, mais de R$ 500 mil de uma bolada só. Rocha teria começado a comprar bens, principalmente casas e terrenos, dentro e fora de Mato Grosso.

Ao descobrir o golpe através do gerente do banco, os dois empresários teriam “apertado” Rocha, que teria confessado mediante tortura com a ajuda do empresários e dois segurança.

Uma queixa-crime teria sido registrada na Polícia Civil pela empresa, mas o registro teria sido cancelado após um acordo para devolução do dinheiro. Só que, não se sabe como ou por que, essa queixa-crime nunca foi localizada pela Polícia.

“Eu sei bem que o Rocha comprou vários bens, não sei o que e quantos. Agora eu não posso afirmar se o Marcos também comprou alguma coisa. Só que as coisas se avolumaram a tal ponto, que os dois perderam o controle dos negócios e acabaram sendo descoberto. Isso é verdade. Agora se a morte do senhor Rocha e o sumiço do senhor Marcos tem relação com o golpe, eu não posso afirmar, mas cabe à Polícia investigar”, sugere a fonte.

MISTÉRIO-1

Mistério. Quem matou o contador Sebastião Rocha de Oliveira, assassinado a tiros aos 49 anos? A Polícia trabalha o caso como latrocínio (roubo seguido de morte), mas não descarta que a vítima tenha sido executada em um crime de mando.

Dois empresários do ramo de secos e molhados de Várzea Grande surgem em boatos e informações anônimas, como suspeitos de mandar matar Sebastião, que em companhia de Marcos de tal, teriam desviado mais de R$ 3 milhões do cofre da empresa onde trabalhavam. Duas coisas são certas: Sebastião está morto e Marcos desapareceu de Cuiabá. A Polícia agora promete esclarecer todas as dúvidas com mais rigor nas investigações.

Mais de dois anos depois, no entanto, o mistério continua. Só que agora entra no caso o delegado Márcio Alegria, titular da Delegacia de Repressão a Roubos e Furtos de Várzea Grande (DRRF-VG). “Ainda não conheço o caso, mas vou ler atenciosamente o que já foi feito no inquérito, para poder começar a tomar minhas próprias providências”, anunciou o delegado Márcio Alegria na semana passada.

O que a Polícia já sabe, é que Sebastião e Marcos trabalharam por mais de 12 anos com diretores financeiros de uma grande empresa de Várzea Grande. De repente, sem mais nem menos, os dois foram demitidos, em princípio, por justa causa devido a um suposto desfalque nos cofres da empresa, que teria registrado um Boletim de Ocorrência (BO) contra os dois.

Um ano depois de ser demitido, justamente por volta das 18h45 de 25 de maio de 2008, Sebastião foi assassinado na porta da casa dele, na Rua 04 do bairro Cohab Cabo Michel, em Várzea Grande. O contador foi morto na frente da mulher e da neta de apenas oito anos. O bandido fugiu em uma bicicleta sem levar nada.

O suposto assaltante estava em uma bicicleta – há denúncia de que ele já estaria no local a espera da vítima -, quando Sebastião, a esposa Dinalva Correa de Oliveira, hoje com 51 anos, e a neta, chegaram em um veículo Fiat Fiorino.

O bandido teria anunciado o assalto, mas mesmo sem a vítima esboçar qualquer tipo de areação, ele começou a atirar contra o contador. Um dos tiros acertou em cima do peito esquerdo de Sebastião, que morreu dois dias depois no hospital.

Os parentes de Sebastião evitam se manifestar, principalmente falar sobre o assunto, mas alguns amigos, principalmente aqueles que trabalharam com ele na mesma empresa fazem constantes denúncias, afirmando que o amigo foi executado, não apenas porque teria se envolvido em uma fraude, mas porque sabia demais e também teria prometido abrir as boca.

Em uma das denúncias já repassadas à Polícia, conta que ao ser informado pelo gerente do banco sofre o suposto rombo, um dos empresários teria tomado providência fazendo justiça com as próprias mãos. As torturas, no entanto, ficaram marcadas na mente de muitas pessoas que ouviram os gritos da vítima.

Antes de serem demitidos, no entanto, Sebastião teria sido torturado dentro de uma sala da empresa pelo próprio empresário e dois seguranças para que ele confessasse a suposta fraude. Além de torturado, Sebastião teria sido ameaçado de morte.

Revoltados, os amigos de Sebastião começaram a se manifestar fazendo denúncias anônimas. Pelo Natal do ano passado, eles mandaram cartões com mensagens para diversas pessoas, inclusive para autoridades e para a imprensa.

“Queremos ganhar do Papai Noel a prisão dos responsáveis pela morte do nosso amigo Sebastião”, dizia a mensagem que trazia também os nomes dos dois empresários de Várzea Grande que eles apontam como mandantes do crime.

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