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03/08/2010 - Folha de São Paulo Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Prejuízo das empresas por golpes cai 39% em um ano


As empresas estão tornando os processos para prevenir fraudes mais eficientes. Um levantamento da Serasa Experian mostra que apesar de um aumento na tentativa de aplicar golpes, as perdas decorrentes das fraudes caíram.

Os dados indicam que os prejuízos causados por golpes recuaram 39% de junho do ano passado a maio deste ano, na comparação com os 12 meses anteriores. Em valores, isso significa que o rombo total caiu de R$ 221,7 milhões para R$ 160 milhões.

As tentativas de fraude, por outro lado, avançaram 63% na comparação dos dois períodos. De maio junho de 2008 a maio de 2009, foram registradas cerca de 3.000 tentativas de fraudes. No intervalo encerrado neste ano, o número subiu para 4.800 tentativas.

Para o presidente da Unidade de Negócios de Crédito da Serasa Experian, Laércio de Oliveira, a redução dos prejuízos mostra que os instrumentos antifraudes ficaram mais eficientes.

REGIÕES

O Sudeste registrou o maior número de fraudes. A região representou 46% do total e contabilizou prejuízos de R$ 102 milhões. O Sul do país ficou em segundo, com R$ 26 milhões. O Nordeste teve R$ 14 milhões, o Centro-Oeste R$ 12 milhões e o menor número de fraudes foi registrado no Norte, onde as perdas chegaram a R$ 6 milhões.

Os segmentos que mais sofreram golpes foram os comércios de produtos alimentícios (24%), materiais para construção (16%), vestuário e acessórios (10%), e atacadista de alimentos e bebidas (6%), por trabalharem com produtos de fácil aceitação.

De acordo com o levantamento, os golpistas costumam trabalhar com identidades roubadas e fazer uso indevido do CNPJ (registro da empresa). Eles também fraudam contratos sociais, sustam cheques emitidos e fazem desconto de duplicatas frias.

Segundo Oliveira, o universo das pequenas e microempresas é o que mais tem observado as fraudes. Os golpistas se utilizam de empresas de pequeno porte inativas que não fecharam a empresa formalmente para atuar no mercado.

As empresas de pequeno porte também são o principal alvo. Isso porque elas são menos estruturadas, tem registrado bons níveis de inadimplência e nem sempre realizaram os investimentos antifraudes.

As fraudes também costumam acontecer no momento em que elas buscam ampliar os negócios, já que ficam mais preocupadas em crescer e acabam descuidando dos processos de segurança.

Como forma de evitar as fraudes, os técnicos sugerem uma detalhada apuração dos dados das empresas, como confrontar CNPJ com razão social, buscar data de fundação da empresa, ramo da atividade e redobrar a atenção para os pedidos a prazo ou por telefone.

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