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03/08/2010 - Agora MS Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Perdas por fraudes mercantis recuam 39% e somam R$ 160 mi no período de jun/09 a mai/10

Mais de 90% das tentativas de golpes detectadas foram aplicadas por empresas de pequeno porte.

Levantamento inédito da Serasa Experian revela que os prejuízos causados por tentativas de golpes contra empresas recuaram 39% de junho de 2009 a maio de 2010, ante os doze meses anteriores. O montante de perdas caiu de R$ 221,7 milhões de junho/2008 a maio/2009, para R$ 160 milhões no período em análise, apesar de as tentativas de fraudes detectadas terem aumentado 63%, saindo de 2.950 (2008/2009) para 4.800 (2009/2010). Mais de 90% das tentativas foram aplicadas por empresas de pequeno porte. A prevenção contra riscos e prejuízos dessa natureza, segundo o presidente da Unidade de Negócios de Crédito da Serasa Experian, Laércio de Oliveira, passa pela rigorosa validação de dados cadastrais da empresa e dos sócios.

“Esses números revelam que os instrumentos antifraudes têm se mostrado cada vez mais eficientes na identificação de inconsistências de dados e informações que representem riscos e possam resultar em perdas mercantis no momento da venda”, afirma Laércio de Oliveira.

A maioria das PME´s fraudadoras estão localizadas na região Sudeste (46%), contabilizando mais de R$ 102 milhões em perdas. Logo em seguida aparece o Sul do País (23%), com R$ 26 milhões em prejuízos; o Nordeste está em terceiro lugar (15%), com R$ 14 milhões; em seguida a região Centro-Oeste (11%), R$ 12 milhões; e, por último a região Norte (6%), com R$ 6 milhões de prejuízos.

Os segmentos que mais sofreram golpes foram os comércios de produtos alimentícios (24%), materiais para construção (16%), vestuário e acessórios (10%), e atacadista de alimentos e bebidas (6%), por trabalharem com produtos de fácil aceitação.

Os golpes mais comuns são caracterizados por empresas que compram outras empresas, muitas delas inativas. Roubo de identidade, furto e uso indevido de CNPJ além de alterações fraudulentas de contrato social, emissão e desconto de duplicatas frias, compras em fornecedores de diversos segmentos não ligados à atividade da empresa e cheques posteriormente sustados estão também entre os golpes frequentes.

Causas – A pesquisa revela que o momento mais vulnerável para as PMEs é justamente quando as empresas buscam ampliar seus negócios e conquistar novos clientes. “Isso porque, nessa hora, elas estão muito mais preocupadas em crescer, e nem sempre investem em processos antifraudes. Com isso, acabam se tornando alvo fácil das ações dessas empresas inidôneas”, destaca Oliveira.

A maior adimplência das PMEs tem tornado o segmento um dos mais atraentes para fraudes. Com uma vida financeira mais ordenada e nem sempre acompanhada por processos de segurança internos, tal situação abre espaço para a utilização indevida, por parte de terceiros, de seus bons indicadores. “Os fraudadores procuram empresas mais vulneráveis para aplicação dos golpes”, acrescenta o executivo.

Por ser o maior PIB (Produto Interno Bruto) do País, o Sudeste aparece como campeão de fraudes. Contribuem para este cenário características próprias das instituições de menor porte, tais como informalidade, pulverização, facilidade de mudanças.

As PMEs, por exemplo, quando deixam de operar e encerram suas atividades, simplesmente baixam as portas e muitas vezes não fecham a empresa formalmente. Um dos motivos para isso é o custo de seu encerramento. Isso favorece a ação de golpistas para aplicação da fraude mercantil, aproveitando o relacionamento comercial passado da empresa e o tempo de existência do CNPJ no mercado.

A maior incidência de tentativas de fraudes em setores de comércio de produtos alimentícios, vestuário e materiais de construção ocorre porque esses estabelecimentos comercializam produtos de fácil “revenda” e grande aceitação, permitindo o giro de forma rápida com pouca necessidade de estocagem. “Os fraudadores geralmente vendem a mercadoria por valor bem abaixo do custo, garantindo assim capital para aplicação de novos golpes”, conta Laércio de Oliveira.

Cuidados que podem prevenir o risco de ser alvo de empresas fraudadoras:

- Confronte o CNPJ com a razão social – razão social com ramo de atividade.
- Observe a data de fundação da empresa e se ela permaneceu em atividade no período entre a fundação e o momento de realização de um negócio.
- Verifique se o endereço de entrega é um endereço oficial da empresa.
- Verifique se o ramo de atividade da empresa é compatível com os produtos que estão sendo adquiridos.
- Desconfie das fontes de referência dadas pelo cliente (em muitos casos os dados indicados nem sempre são daquele fornecedor).
- Cerque-se de cautela quando receber, por telefone, pedidos de compra de clientes desconhecidos e quando o comprador preferir retirar as mercadorias com o fornecedor, evitando receber na sede.
- Cuidado com os pedidos de compra a prazo de mercadorias ou bens cuja utilização não seja comum no ramo de atividade do suposto cliente.

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