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31/07/2010 - G1 Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Organizadores dizem que penetra é o termômetro da boa festa

Por: Cristina Boeckel

Para promoter Liège Monteiro, eles só gostam do que está 'bombando'. Invasor dá dicas de como agir e conta como se deu mal num casamento.

Pessoas que se acham espertas para entrar, sem convite, em festas e eventos são um tema controverso: de um lado, pode estar o dono da comemoração que, muitas vezes, odeia a presença de intrusos e desconhecidos; de outro, há quem acredite que festa boa é aquela que vira alvo dos penetras. A promoter carioca Liège Monteiro admite: se tem penetra rondando, é porque a festa está “bombando”. Outro profissional acha que, às vezes, eles ajudam.

O comerciário Rodolfo Müller se define como um veterano em invasões de festas e recomenda a quem deseja se aventurar.

“Você pega a página social de qualquer jornal, começa a folhear e ver: vai ter festa do fulano ou do sicrano. E, em festa de famoso, você nunca é barrado na porta. Ou então em casamento: você bota a beca, chega na igreja, começa a conversar com o pessoal, vê quem é quem e entra na festa. Pedem convite na festa? Nunca pedem. É muito fácil”, diz Rodolfo, que reconhece não apenas os triunfos.

“Uma vez a gente errou o casamento. Era só a igreja. Começamos a sair atrás do pessoal. Quando a gente viu, estávamos na casa das pessoas e não era a festa. Todo mundo morava muito próximo, era no mesmo condomínio, o pessoal ficou batendo papo, mas não tinha festa”.

Ele lembra que, após constatar que nada iria rolar, seguiu em frente, sem perder o fair play: “Aí a gente saiu, foi para uma noitada de terno, as mulheres de vestido longo. Foi engraçado”.

Uma tática difícil de combater

Este ano, 19 pessoas foram presas por tentar entrar sem convite na festa do Oscar. Eles utilizaram falsas credenciais e foram detidos pelos seguranças que desconfiaram de tanto interesse por parte dos fotógrafos.

Em novembro do ano passado, um casal ganhou fama por entrar em um jantar oferecido na Casa Branca ao primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh. Eles chegaram a tirar uma foto com presidente norte-americano Barack Obama.

Os promoters de algumas das festas mais concorridas do Rio de Janeiro confirmam a ousadia dos penetras. Liège Monteiro conta que eles não têm medo de abordar pessoas conhecidas.

“Quando eles vêem uma pessoa famosa sozinha, e normalmente os convites são válidos para duas pessoas, eles pedem: “Ah, posso entrar com você?” Agora, como é que você vai abordar essa pessoa na entrada? É complicado. Vai perguntar “ele está com você?” A pessoa vai ficar sem graça e dizer que sim”, conta Liège.

O promoter e decorador Antônio Neves da Rocha conta, com muito bom humor, que em um casamento no Museu Nacional, uma idosa, que entrou na festa sem convite, ficou puxando papo com vários grupos de pessoas para não ser abordada pelos seguranças e pelas recepcionistas. Até que, sem perceber, se instalou na mesa da família e puxou papo com o pai da noiva. Em um determinado momento, começou a comer. Se achando muito esperto, o pai da noiva perguntou “Está gostando do bufê ?” E ela não titubeou: “Já comi melhores”.

Os mais experientes sabem escolher a festa

Antônio observa que, em geral, os penetras têm experiência no assunto: “Eles provam qualquer bufê da cidade. Então, sabem tudo.”

Liège diz que penetra adora uma boa festa. “Eles só vão em festas boas. Eles se falam. Normalmente um chega, chegam dois e eles se falam. E tem uma coisa de preparação que eu acho interessante. Eles se vestem, eles se arrumam”.

Ela reconhece que, quando alguém tenta entrar sem convite, é porque tudo deu certo.

“Quando você faz uma festa que os penetras vão, quer dizer realmente que a festa está bombando. Porque eles escolhem muito bem. Só vão em coisas bacanas”, destacou.

Antônio acredita que a idade é fundamental para diferenciar os praticantes.

“A garotada penetra porque a galera toda vai, e eles querem ir também. Mas, na idade mais avançada, tem a turma que penetra por carência porque não tem o que fazer. É um negócio meio triste. São pessoas meio postas de lado na sociedade. Elas querem penetrar porque é uma maneira de se divertir”, afirmou.

O promoter acha que, em alguns casos, os penetras podem ajudar muito.

“Às vezes, são até úteis. Quando está meio vazio, um penetrinha até ajuda a encher. É bo para não pagar um mico, ficar com a festa caída”, concluiu.

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