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30/07/2010 - Folha de São Paulo Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Minas investiga fraude de R$ 50 milhões em pirâmide ao estilo Madoff

Por: Filipe Motta


Um caso de estelionato em que pelo menos R$ 50 milhões podem ter sido desviados está sendo investigado pela Polícia Civil de Minas.

O empresário Thales Emanuelle Maioline é suspeito de prejudicar cerca de 2.000 pessoas que participaram de um fundo capitalizado mantido através da sua empresa, a Firv - Consultoria e Administração de Recursos Financeiros, com sede em BH.

Os interessados em participar do fundo faziam um investimento mínimo de R$ 2.500. A promessa era de retorno de 5% do valor aplicado a cada um mês e mais um bônus sobre valor inicial a cada seis. O resgate podia ser feito por saque, mas a maior parte dos investidores mantinha o dinheiro no fundo.

O problema é que o "Clube dos vencedores", como o fundo era chamado, tinha a estrutura semelhante à da pirâmide do operador financeiro Bernard Madoff -que atuava em Wall Street e foi preso em dezembro do ano passado, após ter aplicado um golpe bilionário.

O dinheiro que entrava com os novos membros servia para alimentar o "rendimento" dos antigos, em vez de ser aplicado em ações e outros fundos, como era o esperado. Um dos clientes quis retirar sua parte no último dia 15 de julho. A Firv não fez o repasse e o esquema ruiu.

"Há casos de pessoas que investiram mais que de R$ 3 milhões", diz o delegado Ancelmo Gusmão, da delegacia de Investigações de Fraudes de Belo Horizonte.

Segundo ele, não ainda não é possível avaliar o valor exato desviado por Thales. A polícia realiza perícia em cima da documentação levantada na sede da empresa.

Até o momento, só um dos clientes entrou com uma ação cível na Justiça de Minas, requerendo a devolução de R$ 60 mil.

Numa nota emitida em 22 junho deste ano, a Comissão de Valores Mobiliários alertava que Firv operava sem registro para ofertar, constituir e administrar qualquer fundo de investimento.

Mas, segundo o delegado, nenhuma pedido de investigação chegou a ser requerido até esta semana, quando ele iniciou os trabalhos.

Os dois sócios minoritários da empresa -5% de participação cada- foram ouvidos na tarde de quinta-feira pela polícia. Iany Márcia Maioline -irmã de Thales- e Oséias Marques Ventura se disseram tão vítimas do esquema quanto as outras pessoas que participaram da pirâmide.

No depoimento, disseram não saber das irregularidades da empresa, que seriam responsabilidade de Thales.

O empresário, que está desaparecido desde a semana passada, teria sido visto pela última vez em São Paulo. A Polícia Civil do Estado foi acionada para auxiliar nas buscas, mas até o momento não há nenhuma pista.

A reportagem não conseguiu localizar um advogado de Thales ou da empresa.

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