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28/07/2010 - Comunidade News Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Mistério cerca morte de brasileiro envolvido com fraude imobiliária

Wilson dos Santos Jr. teria confessado ao irmão no Brasil que estava envolvido com uma quadrilha de fraude imobiliária em New Jersey.

A morte do brasileiro Wilson dos Santos Júnior, 41, está envolta em mistério. Existe a suspeita de que ele estaria envolvido com a quadrilha que foi presa este mês acusada de fraudar financiamentos para compra de imóveis em New Jersey. A família no Brasil foi informada pela esposa dele, a uruguaia Lúcia, de que ele morreu de infarto na residência do casal em Kearny (NJ), em 21 de março último.

O Comunidade News foi contatado via e-mail por Luciano Vignoli, irmão de Wilson. Segundo ele, Lúcia contou que o marido amanheceu morto. De acordo com Luciano, há seis meses que Wilson planejava voltar para o Brasil. Cerca de quatro semanas antes de morrer, ele disse que enviaria uma procuração para Luciano, a fim de abrir uma conta num banco. Segundo Luciano, a procuração nunca chegou.

Duas semanas antes da morte, Wilson, que estava nos EUA há 12 anos, disse para Luciano que estava com medo, pois haviam prendido o vizinho dele. Ele trabalhava com financiamento de imóveis e confidenciou que estava envolvido em fraude imobiliária. Luciano suspeita que o vizinho do irmão seja um dos integrantes de uma quadrilha, desbaratada pela polícia e pelo FBI (polícia federal americana) em junho último.

Os irmãos se falavam via rádio com frequência e ficaram duas semanas sem se falar. No domingo, Lúcia ligou avisando que Wilson havia amanhecido morto. “À noite ela ligou dizendo que tínhamos que mandar $4,000, para poder cremá-lo”, disse Luciano, complementando que um policial se envolveu no caso. O irmão de Wilson foi informado de que a necrópsia não havia sido feita porque o médico atestou que o brasileiro morreu do coração.

Segundo Luciano, um homem que se identificava como Mauro entrou no ‘circuito’. Mauro seria amigo de Wilson e disse que também estava envolvido em fraude imobiliária. “A minha parte no esquema era fazer as pessoas existirem”, disse Mauro para Luciano. A filha de Wilson, Ana Carolina, 21, veio aos Estados Unidos para tratar da cremação. De acordo com Luciano, a sobrinha disse primeiramente que havia visto o corpo, mas depois contou que foi impedida pelo policial de ver o corpo do pai, antes de liberá-lo para cremação.

Wilson teria sido sócio de um americano de nome John Malheiro, segundo Luciano. O irmão do brasileiro acredita em duas possibilidades: ou que o irmão morreu ou que simulou a própria morte. “Bate na nossa família uma desconfiança disso”. Luciano não teve mais contato com Lúcia, com quem Wilson teve dois filhos. “Esse policial falou para minha sobrinha que ela tinha ido embora”. Segundo Luciano, as cinzas do irmão estão com Lúcia.

Informações desencontradas
Ana Carolina veio aos Estados Unidos acompanhada de um advogado, amigo da família. Segundo Luciano, o advogado também foi impedido de ver o corpo de Wilson. A sobrinha dele ainda está nos Estados Unidos.

De acordo com Luciano, Ana Carolina está sendo ajudada por uma advogada brasileira. Um conhecido dela acompanhou a filha de Wilson até a corte, onde Ana Carolina obteve autorização para entrar na casa do pai e num depósito contendo mercadorias que seriam enviadas ao Brasil.

A filha de Wilson estaria com o atestado de óbito, de acordo com Luciano. O documento diz que o brasileiro morreu de morte natural. Segundo o homem que se diz conhecido da advogada, as pessoas da região de Newark sabiam que o brasileiro estava envolvido em fraude imobiliária.

Ana Carolina teria conversado com o Setor de Assistência a Brasileiros do Consulado-Geral do Brasil em Nova Iorque, o qual confirmou o contato. A delegacia de Kearny confirmou a morte de Wilson à reportagem do Comunidade News, mas disse que a causa da morte deve ser obtida com o Instituto Médico Legal (IML).

O Comunidade News contatou o IML, mas não obteve resposta até o fechamento desta edição.

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