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28/07/2010 - Gazeta do Sul Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Golpe passaria de R$ 300 mil, diz polícia

Por: Igor Müller

Empresas fantasmas > Vítimas de Santa Cruz Do Sul conseguiram reaver produtos ontem.

O endereço – no acesso ao Bairro Higienópolis, um dos mais caros de Santa Cruz do Sul – e os adesivos nas portas e janelas indicando que seria filiada ao SPC contrastam com a verdadeira atividade da Martim Food Service, envolvida em um golpe que segundo a Polícia Civil deixaria um prejuízo superior a R$ 300 mil na região. A empresa é uma das quatro que foram abertas em Santa Cruz e Venâncio Aires para servirem de fachada a um esquema de estelionato que estaria alimentando armazéns, minimercados e pequenas distribuidoras de alimentos da Serra.

O esquema começou a ser desmontado pela polícia de Venâncio ainda na semana passada. A suspeita partiu de um comerciante da cidade. Dono de uma loja de roupas, ele recebeu um pedido de aproximadamente R$ 5 mil em abrigos esportivos e a compra sairia em nome da Martim Food Service, que atuaria como distribuidora de alimentos. A partir daí a polícia começou a investigar e descobriu que havia mais três empresas no esquema, uma usando a outra como referência. As outras duas que já foram identificadas são a Construaires Empreendimentos e a Comercial Santana.

As quatro foram abertas nos últimos três meses. Duas funcionavam em salas comerciais no Centro de Venâncio, onde os agentes localizaram produtos comprados no comércio local. Somente em uma loja de material elétrico haviam sido gastos R$ 1,5 mil. O material foi recuperado, assim como móveis e eletroeletrônicos. O negócio era feito com cheques pré-datados da conta bancária de uma das empresas, com boletos para pagamentos em 30 dias e duplicatas.

Pelo menos dois talões foram entregues pelo banco aos estelionatários. A polícia conseguiu recuperar algumas folhas de cheque e outras começaram a voltar por insuficiência de saldo na conta. Os policiais de Venâncio, que comandam as investigações, apuraram também que já estava bem encaminhado um pedido de empréstimo de R$ 250 mil para uma das empresas. Teoricamente o dinheiro serviria como capital de giro. O chefe de investigações da DP da cidade, Paulo Borba, garante que o prejuízo “passaria fácil de R$ 300 mil” se a polícia não tivesse agido logo.

Ontem à tarde agentes de Santa Cruz e Venâncio estiveram na sede da Martim, localizada na Rua Cristóvão Colombo, quase na esquina do Estádio dos Plátanos. A secretária contratada pelos bandidos também se diz vítima do esquema. O prédio havia sido alugado na metade de maio, com pagamento adiantado e em dinheiro. De lá pra cá o local servia de entreposto para gêneros alimentícios comprados com cheques sem fundo ou boletos. Segundo a polícia, as mercadorias eram entregues e cerca de dois dias depois retiradas do local pelos golpistas.

Ontem havia cerca de R$ 20 mil em produtos no local. Boa parte foi recuperada pelos fornecedores, a maioria de Santa Cruz. Somente uma distribuidora de bebidas havia negociado quase R$ 1 mil em fardos de cachaça e energético com a Martim Food Service. Embora o boleto ainda não tenha vencido a polícia permitiu que o produto fosse recolhido. Vendedores de móveis e até de flores agiram rápido e também recuperaram os materiais. Um empresário vendeu um jogo de sofá para a empresa com quatro cheques e o primeiro já foi estornado porque não há dinheiro na conta.

Serviço

Quem negociou com uma das três empresas divulgadas até agora e não recebeu pela venda deve reunir documentos e registrar ocorrência nas DPs de Santa Cruz do Sul ou Venâncio. Os policiais acreditam que o número de pessoas lesadas vai crescer até o fim da semana. Somente ontem foram registradas duas ocorrências em Santa Cruz. Em Venâncio já são cinco.

Da cadeia

A polícia trabalha agora para identificar o destino dos produtos comprados pelas empresas fantasmas e também a identidade dos seis homens envolvidos no esquema. Os agentes estão apurando se os documentos utilizados por eles para abrir as empresas são verdadeiros. Não se descarta que seja tudo falso, o que demonstraria a fragilidade do sistema no Estado.

De acordo com o chefe de investigações da DP de Venâncio, Paulo Borba, caso o nome seja verdadeiro a Martim Food Service vinha sendo administrada há um mês de dentro do Presídio Estadual de Guaporé. É lá que está preso Isaías Plates Martim, que seria o dono da empresa e quem assinou cheques sem fundo (foto).

Agentes de Venâncio e de Santa Cruz estavam na sede da empresa, no fim da tarde de ontem, quando um homem identificado como Isaías telefonou. Ele conversou durante cerca de três minutos com Borba. “A casa caiu”, disse Borba, garantindo que a polícia chegará aos estelionatários. Isaías não teria negado o crime e disse que “vão parar com tudo”, segundo o policial.

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