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23/07/2010 - Extra Online Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

PMs cobraram R$ 10 mil para liberar atropelador e aceitaram R$ 1mil


O empresário Roberto Martins Bussamra revelou, nesta sexta-feira, que pagou mil reais ao sargento da PM Marcelo Leal de Souza Martins e ao cabo Marcelo Bigon, depois que o filho de Roberto, Rafael de Souza Bussamra, de 25 anos, atropelou, na última terça-feira, o músico Rafael Mascarenhas, de 18 anos, filho da atriz Cissa Guimarães. Segundo o empresário, o montante repassado foi apenas 10% do que exigiram os policiais (R$ 10 mil), logo após o acidente. A propina foi exigida pelos PMs por eles terem liberado o carro.

A declaração contradiz os depoimentos dos PMs, que haviam dito não ter visto as avarias do veículo porque o local estava escuro. O comandante-geral da PM, coronel Mário Sérgio Duarte, determinou a prisão administrativa dos dois policiais.

Serviços prestados

Em depoimento na 15ª DP (Gávea), Roberto disse que foi chamado pelo filho Rafael, por volta de 2h de terça-feira, logo após o atropelamento. Segundo o empresário, meia hora depois, ele se encontrou com o filho, na Rua Pacheco Leão, no Jardim Botânico.

Roberto contou que, chegando lá, encontrou o filho, um amigo dele e os dois PMs conversando. Um dos policiais se identificou com o nome falso de Leonardo. O policial teria, então, perguntado: "o que ele (Roberto) poderia fazer por ele, pois tinha ajudado muito". Segundo o empresário, o PM alegou que descrevera as avarias do carro com informações erradas, desfizera o local do crime e retirara o atropelador de lá. Nesse momento, segundo Roberto, o cabo da PM exigiu R$ 10 mil pelos "serviços prestados".

O empresário contou que os PMs ficaram aguardando a chegada do reboque na Gávea. O carro chegou à oficina, em Quintino, às 4h30m. Segundo Roberto, às 5h15m, ele, o filho e os PMs deixaram o local e combinaram um encontro na Praça Mauá, por volta de 10h. No local marcado, os policiais ficaram dentro de um carro particular, um Renault Logan, aguardando o empresário sacar o dinheiro. O pai de Rafael disse que retirou R$ 6 mil, dividindo a quantia em dois malotes — um de R$ 1 mil e outro de R$ 5 mil. Roberto resolveu dar apenas R$ 1 mil e lhes explicou que precisava pegar o restante em outra agência.

Agência

Ao chegar na outra agência, que fica na Avenida Presidente Vargas, enquanto aguardava senha para falar com o gerente, a fim de resgatar os R$ 4 mil restastes, Roberto disse ter recebido um telefonema da mulher. Ela informou ao marido que o rapaz atropelado seria o filho da atriz Cissa Guimarães. O empresário contou na delegacia que procurou, então, os dois policiais militares e disse que não lhes daria mais nada. O outro filho de Roberto, Guilherme Bussamra, confirmou o depoimento do pai.

Roberto e Guilherme Bussamra foram à delegacia acompanhados do advogado Spencer Levi. O depoimento deles durou sete horas. Os dois foram chamados para depor depois que o lanterneiro que iria fazer os reparos do carro prestou depoimento, na quinta-feira, na delegacia. O lanterneiro Paulo Sérgio Gentille Muglia disse que chegou a suspeitar que houvesse pele humana no capô do carro.

A Corregedoria da Polícia Militar pediu a decretação da prisão preventiva do sargento e do cabo, para que eles fiquem presos no Batalhão Especial Prisional (BEP). Policiais da corregedoria foram prendê-los em casa. Os PMs vão responder por corrupção passiva em inquérito policial militar. O empresário será autuado num inquérito por corrupção ativa, a ser instaurado na 15 DP (Gávea).

Para o perito Mauro Ricart Ramos, especialista em análise de acidentes de carro que já dirigiu o Instituto de Criminalística Carlos Éboli, o veículo que atropelou o músico Rafael Mascarenhas estava a pelo menos 100 Km/h. Ele chegou a essa conclusão observando as avarias no Fiat Siena do atropelador.

— Posso falar com muita precisão: o carro estava em alta velocidade — explica.

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