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21/07/2010 - O Dia Online Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Fraude no Enem fez subir número de desistentes

Por: Tamara Menezes

Inep admite que vazamento de questões elevou índice de escolas que não alcançaram quorum para o exame. No Estado do Rio, mais de um terço das unidades ficou sem nota.

Rio - O percentual de escolas sem nota no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) passou de 21% para 34% em 2009 — maior número de ausentes desde 1998, ano de lançamento da avaliação. As abstenções podem estar ligadas ao vazamento e ao adiamento da prova, segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), órgão do Ministério da Educação que planeja a avaliação.

Mais de 1,5 milhão de inscritos faltou à prova. Na capital, as escolas que ficaram sem nota foram 22% em 2008 e chegaram a 36% no último exame.

“Os alunos ficaram desanimados. No Rio, só três universidades adotaram o Enem como fase única para ingresso na instituição”, explica o professor Victor Notrica, presidente do Sindicato das Escolas Particulares do Rio (Sinepe-Rio). Ele acrescenta que o vazamento das questões gerou ceticismo e desconfiança. Estudantes também reclamaram do calendário apertado e de problemas no processo de inscrições.

Quando menos de 10 alunos da instituição fazem a prova, a escola não tem sua média divulgada pelo Inep. Vale o mesmo quando o número não chega a 2% do total de estudantes matriculados no Ensino Médio. O baixo comparecimento frustrou o governo, que chegou a debater a possibilidade de extinguir o vestibular em instituições federais no ano passado.

Para o presidente do Sindicato dos Professores de Escolas Particulares do Rio (Sinpro), Wanderley Quêdo, o desinteresse maior se deveu principalmente ao baixo peso do exame na seleção da UFRJ, a mais procurada do Rio. Em São Paulo, USP, Unicamp e PUC dispensaram a nota do Enem.

A Secretaria Estadual de Educação divulgou ontem nota em que avisa que vai analisar o desempenho de cada escola na avaliação e que pretende premiar os melhores resultados em 2011. A medida foi duramente criticada pelo Sinpro. “Essa premiação desvirtua totalmente o sentido de avaliar para orientar políticas públicas”, dispara Quêdo.

Ontem, foi o último dia para pagar R$ 35 de inscrição no Enem 2010 para alunos da rede particular que não têm isenção.

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