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20/07/2010 - Extra Online Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Falsa morte aconteceu em rua que não existe, no Méier

Por: Marcos Nunes


O atestado de óbito emitido pelo cardiologista aposentado Paulo Alves Viana não deixa dúvidas: Jorge Valério Soares, de 40 anos, morreu em casa, vítima de infarto agudo do miocárdio, às 21h10m de 17 de outubro de 2009. Mas Viana conseguiu uma proeza: o endereço do óbito, uma travessa que ficaria no Méier, simplesmente não existe, de acordo com consultas feitas no serviço de logradouros do site da Prefeitura do Rio e num posto dos Correios do bairro.

Como os outros dois casos relatados pelo EXTRA, o corpo de Jorge Valério jamais foi sepultado no Cemitério de Inhaúma, apesar desta informação constar na certidão de óbito expedida pela 10 Circunscrição do Registro Civil de Pessoas Naturais, no Méier. O número da identidade que consta na certidão de óbito de Jorge como sendo seu pertence, na realidade, a outro morador da Zona Norte do Rio. Mais: a filiação de Jorge no documento está errada, o nome do pai de Jorge Valério é identificado como Luiz Soares, apesar de o verdadeiro ser Jorge Soares.

Na data da morte de Jorge Valério, 17 de outubro, Paulo Viana trabalhou muito: fez cinco atendimentos, segundo o livro de registro de óbitos mantido pelo médico. Pelo menos dois foram falsos: às 6h50m, ele já havia atestado a falsa morte de Saulo da Silva Dias, em Guadalupe — caso contado pelo EXTRA no domingo — totalizando duas farsas em um só dia. Às 8h, o cardiologista atendeu um óbito no bairro de Jardim América, às 18h15m atestou outra morte no Lins e, por último, assinou um óbito, às 21h10m, na Vila da Penha.

O médico chegou ser preso ,em abril, pelo delegado Robson Costa, da Delegacia de Defraudações, mas conseguiu autorização da Justiça para responder às acusações em liberdade. Na época, ele foi acusado de ter assinado o atestado de óbito do americano Osama Mohamed El-Atari. Osama dera um golpe nos Estados Unidos de aproximadamente US$ 100 milhões. Apesar de nunca ter vindo ao Brasil, Osama, segundo o documento emitido pelo médico, morreu de infarto num apartamento do Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste do Rio.

Na época, agentes da Delegacia de Defraudações apreenderam o livro de registro de óbitos de Viana. O EXTRA teve acesso ao documento e, a partir daí, percorreu cemitérios, cartórios e endereços de 50 pessoas dadas como supostamente mortas. Deste total, constatou que cinco delas, o equivalente a 10%, tiveram as mortes forjadas a partir de atestados emitidos pelo cardiologista.

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