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20/05/2007 - O Globo Online / Diário de SP Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Nigerianos pagam até R$ 3 mil para casar e garantir permanência em SP

Por: Leandro Calixto


SÃO PAULO - A comunidade nigeriana que vive ilegalmente na capital paulista arrumou um 'jeitinho brasileiro' para permanecer na cidade: a 'compra' de casamentos com mulheres brasileiras. Com o registro de matrimônio, o nigeriano consegue o visto de permanência para trabalhar e viver livremente em todo o país. O preço que o africano paga para consumar o casamento varia de R$ 1 mil e R$ 3 mil.

Só em um cartório da cidade houve uma 'explosão' de 90% de casamentos no último ano. A Polícia Federal confirmou a fraude e diz que vem investigando o crime com rotineiras operações.

- Realmente já foram constatados pela PF vários casamentos arranjados. Passados seis meses de casados, a mulher vem até aqui (PF) e diz que o cara (nigeriano) abandou a mulher e até os filhos - admite o chefe do núcleo operacional da Delegacia de Imigração em São Paulo, o delegado José Márcio Lemos.

Nos últimos 12 meses, mais de 10 mulheres denunciaram o esquema para PF, se dizendo arrependidas com o casamento 'arranjado'. A PF, por sua vez, diz que tem dificuldade para localizar os acusados porque os nigerianos mudam sistematicamente de endereços. A maioria, no entanto, está vivendo legalmente na cidade, com o visto de turista.

- Apenas uma minoria, cerca de 10% da comunidade que mora em São Paulo, está ilegal - completou o delegado, que não soube precisar o número de nigerianos que vivem na cidade.

A comunidade na Nigéria no Brasil, por sua vez, estima que quase quatro mil nigerianos residam na capital atualmente. Deste número, mais da metade estaria vivendo de forma irregular na cidade. Mais de 95% das ocorrências policiais envolvendo nigerianos na cidade são de tráfico de drogas.

O próprio presidente da Comunidade, Beruck Nwabazafil, reconhece a compra de casamentos.

- Sim, este esquema existe, sim. É uma forma que a comunidade estrangeira encontrou para permanecer no País. Mas não são apenas os nigerianos que 'compram' casamentos. Todo estrangeiro que que quer permanecer no Brasil faz isso - amenizou.

A pedido do Diário de S.Paulo, a Associação dos Registradores de Pessoas Naturais do Estado de São Paulo realizou uma pesquisa minuciosa nos 58 cartórios da capital. Na sede da Casa Verde, Zona Norte da cidade, por exemplo, houve a maior 'explosão' da união civil entre nigerianos e brasileiros na capital. Um crescimento de 90%.

De março de 2006 a março deste ano, 38 nigerianos casaram com brasileiras na região, enquanto no mesmo período de março de 2005 a fevereiro de 2006, o número de união entre casais dos dois países foi de 20.

- Eles chegam aqui (cartório) com toda documentação exigida. Então, não temos o porque não oficializar a união - explica a oficial do cartório da Casa Verde, Marilei Siriani Silva.

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