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15/07/2010 - O Estado de Minas Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Ruas viram passaporte para golpes em aposentados

Por: Daniel Camargos e Zulmira Furbino


No quarteirão da Avenida Afonso Pena entre as ruas da Bahia e Tamoios, no Centro de BH, a oferta de crédito é intensa. Cinco lojas de bancos e financeiras oferecem empréstimos consignados para servidores públicos, pensionistas e aposentados. Funcionários distribuindo panfletos, que visam, principalmente, aos idosos, e até viva-voz com direito a microfone, tentam atrair para as lojas. Um dos panfletos, inclusive, é mais incisivo e deixa claro a ilegalidade: “Servidor público, aposentado, pensionista do INSS. Está negativado? Já usou todo o limite do consignado? Aqui seu nome está sempre limpo e seu crédito pré-aprovado”.

Esse excesso de oferta de crédito funciona como um passaporte para os fraudadores de empréstimos. Somente a Defensoria Pública a União em Minas Gerais recebe cerca de 80 reclamações diárias de aposentados e pensionistas, que se queixam de empréstimos que nunca fizeram e que estão sendo descontados em seu benefício. É que basta um pedido do banco para que o INSS autorize a operação. Por isso, muitos empréstimos são feitos de forma fraudulenta, assinados por outras pessoas, em alguns casos até mesmo nomes de sexo diferente do segurado que supostamente seria o tomador do crédito.

Idelfonso Dias Sobrinho conta que seu pai, Oscar Dias Sobrinho, de 80 anos, foi vítima de um golpe: “Quando ele recebeu a aposentadoria, que é um salário mínimo, faltavam R$ 80. Ele procurou saber o motivo e disseram que tinha contraído um empréstimo de R$ 730, em 30 parcelas”. Porém, Idelfonso conta que seu pai não fez nenhum empréstimo e que o banco alegou que a operação foi feita em um terminal eletrônico. “Isso é muito complicado. Muitos correntistas são idosos, semianalfabetos e isso facilita muito para que ocorra alguma fraude”, afirma Idelfonso.

Depois de levar o caso ao Juizado Especial de Pequenas Causas, Oscar conseguiu cancelar o empréstimo, pois não assinou nenhum documento. O INSS explica que não faz empréstimos para os aposentados e que nos casos de operações que não foram feitas pelos segurados, eles devem reclamar junto à instituição financeira.

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