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14/07/2010 - O Tempo Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Golpe da "multiplicação de dinheiro" faz vítima em Patos

Aposentada perde quase R$ 6.000 depois de entregar quantia a "benzedor".

A polícia de Patos de Minas, na região do Alto Paranaíba, está em busca de um estelionatário que se passou por benzedor. Ele dizia que tinha o poder de multiplicar dinheiro e acabou dando um golpe de R$ 6.000 em uma aposentada de 68 anos.

De acordo com a sargento Rosení Gonçalves, o caso aconteceu na última quarta-feira. A aposentada Hilda Maria Vás descia de um ônibus no centro da cidade, quando foi abordada por um menor de aproximadamente 16 anos.

"O menor teria dito que ela estava sentindo dores de cabeça e que conhecia um benzedor ali perto que a ajudaria", contou a policial. O jovem levou a senhora até um hotel próximo ao local onde ela foi abordada. Ao chegar, Hilda se deparou com um homem que ela descreveu como sendo baixo, gordo, um pouco careca e moreno.

"O suspeito disse que iria benzê-la, a chamou pelo nome e falou a sua idade, mesmo sem nunca ter visto a vítima. Isso foi o que fez a aposentada ter confiança no autor e acabar entregando o dinheiro", relatou a sargento Rosení. O suspeito afirmou que iria benzer o dinheiro que a senhora portava e multiplicá-lo. Ela entregou a ele exatos R$ 5.950, que foram colocados dentro de um pano, amarrado com fitas adesivas.

O acusado ficou conversando com a vítima e, quando ela estava distraída, trocou o saco com o dinheiro por outro cheio de pedaços de papel. Antes de Hilda ir embora, o homem disse que ela teria que deixar a embalagem fechada por pelo menos 24h para a magia funcionar.

A aposentada resolveu esperar dois dias para abrir o pacote. Para sua surpresa, depois que desamarrou o embrulho, na sexta-feira, ela se deu conta que só havia papéis sem o menor valor e, então, percebeu que tinha sido vítima de um golpe.

A aposentada chamou a polícia, que foi até o hotel onde o suspeito estava hospedado, mas ele havia ido embora no dia anterior. Tanto o nome quanto o número da identidade deixados no hotel pelo acusado eram falsos. Como não existe nenhuma imagem e a descrição da aposentada é vaga, os policiais ainda não conseguiram identificar nenhum suspeito.

Em entrevista a um canal de televisão da cidade, Hilda disse que estava juntando o dinheiro há muito tempo e que, no momento, ela estava indo ao banco para depositar a quantia. "Eu tomo muito remédio, tenho problemas nos ossos, esse dinheiro seria justamente para comprar meus medicamentos", declarou.

Pena é de 1 a 5 anos de prisão

Segundo Adílson Rocha, presidente da Comissão de Assuntos Penitenciários da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), caso o suspeito seja encontrado, ele será enquadrado pelo crime de estelionato, cuja pena vai de um a cinco anos de detenção, além de multa.
O juiz deve determinar ainda que o acusado devolva a quantia à vítima. "Isso serve de alerta para pessoas idosas, que, normalmente, são as principais vítimas desse tipo de crime", alerto.

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