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12/07/2010 - rondoniaovivo.com Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

USINA - Empresário denuncia Pedro Beber por suposta fraude em obra de compensação social de Santo Antônio


Porque alguns políticos gastam tanto dinheiro para se elegerem? São verdadeiras fortunas, com valores muito acima do que vão receber de salários durante seus mandatos. Um das explicações é que após estarem com o poder nas mãos, estas pessoas nomeiam seus apaniguados em cargos públicos, que normalmente movimentam muito dinheiro. Daí começa um processo de fortalecimento do “caixa 2” do partido, do grupo político. Também se abre a porta da corrupção, que transforma velhos sindicalistas em novos milionários.

Em Rondônia, o “modos operandi” de um destes grupos políticos formado pelos integrantes do PMDB – Partido do Movimento Democrático Brasileiro está se tornando emblemático no quesito suspeição.

Capitaneados pelo casal, senador Valdir Raupp e Marinha Raupp, seus indicados estão sendo alvo de investigações do Ministério Público e prisões por parte da Polícia Federal.

Recentemente um assessor do gabinete de Raupp em Brasília foi em cana. Já em 2010, mais dois “braços direitos” do casal Raupp, desta vez em Rondônia foram ver o sol nascer quadrado. Em abril deste ano, o administrador Williamns Pimentel, secretário de saúde de Porto Velho na gestão compartilhada com o PT – Partido dos Trabalhadores foi preso pela Polícia Federal na operação Higéia, que investiga desvio milionário na Funasa.

Em Junho foi à vez de outro indicado do casal ir parar na carceragem da PF, com a prisão de Josafa Marreiros, homem de confiança da família que “comandava” a superintendência da Funasa em Rondônia. (Clique aqui e veja)

TEM MAIS

Porto Velho, 7 de junho. Um homem de feições e roupas simples, carregando uma surrada pasta azul com elástico entra no luxuoso prédio do Ministério Público de Rondônia em Porto Velho. Na pastinha embaixo do braço, carrega documentos que comprovam como a Prefeitura de Porto Velho está lidando com os milhões doados pelos consórcios que constroem as Usinas do Rio Madeira. Por questões de segurança, o micro-empresário da construção civil será chamado nesta matéria de “pedreiro livre”.

Sem temer o poderio do grupo político que comanda a capital, o “pedreiro livre” prestou um termo de declarações ao MPE, mostrado que mais um indicado do casal Raupp está prestes a se enrolar com a justiça, caso as acusações contidas nos seus documentos sejam comprovadas..

O acusado pelo “pedreiro livre” é Pedro Beber, peemedebista que é o atual secretário da Semepe – Secretaria Municipal Extraordinária de Projetos Especiais e é o controlador de boa parte das verbas de compensação social das Usinas do Rio Madeira para o povo de Porto Velho. Beber é um dos indicados de Valdir e Marinha Raupp na parceria com Roberto Sobrinho para administrar a capital.

No depoimento do “pedreiro livre” prestado a vara de defesa da probidade administrativa e do patrimônio público, o homem faz diversas acusações. Segundo o relato, por indicação de outro peemedebista, da executiva municipal, empresário Neirival Pedraça, o secretário Pedro Beber chamou o pequeno empreiteiro para “fazer” uma obra de calçamento na secretária localizada na Rua Abunã. O valor do serviço era de R$ 105.097,96 com recurso oriundo das compensações sociais da Usina de Santo Antônio.

O homem se inteirou dos detalhes da obra, achou muito interessante pelo valor oferecido, que lhe daria um grande lucro e concordou, assinando contrato com a Santo Antonio Energia através de sua empresa, a Anthea Engeharia. O que o empreiteiro não sabia, era que ele seria “tirado” fora do serviço, com Beber colocando seus funcionários particulares para fazer o trabalho.

FALSIFICAÇÃO

Para o “dono do contrato”, Beber afirmou que pagaria um percentual de 3% para usar seu “CNPJ” e mais 17% dos valores dos impostos. O empreiteiro não concordou com a proposta. Por conta do desentendimento, “apareceu” um termo de renúncia de obra e que segundo o pedreiro livre, dono legal do contrato é fraudulento, já que o mesmo nunca tinha visto o tal documento da Usina.

Para tanto, foi registrada um ocorrência policial de nº 10E1002003557 de falsificação de assinatura. Também foi pedido um laudo de exame grafotécnico da assinatura do “pedreiro livre” para comprovar a fraude junto o documento da Santo Antônio Energia, que teria supostamente como mentor o secretário Pedro Beber.

LARANJAS

Para completar o cenário de bandalheiras com o dinheiro do povo, o homem também relatou ao MPE que ele possuía outra empresa, que estava “parada”, a Construtora Ativa. Segundo depoimento feito frente a um promotor de justiça, o “pedreiro livre” disse que ele passou para Pedro Beber a construtora pelo valor de vinte mil reais, dinheiro que nunca recebeu. Beber por sua vez, teria colocado um funcionário de sua fazenda em Candeias como dono de 99% das cotas do contrato social. O suposto laranja de Beber seria um peão de fazenda chamado Albecy Fernandes de Noronha.

Depois da transferência da construtora para o “laranja” de Beber, a Construtora Ativa teria supostamente fechado outros contratos com a Santo Antônio Energia, sempre se beneficiando dos recursos da compensação social.

Durante sua audiência no MPE, o cidadão de origem simples entregou todos os documentos que embasam sua denuncia, como contratos sociais, cópias de contrato com a Santo Antônio Energia, Boletim de Ocorrência e outros documentos que supostamente atestariam suas acusações. Uma investigação judicial está em curso e em breve, novidade sobre a ação dos “homens” do PMDB deve vir à tona.

Uma única certeza se tem com o relato do “pedreiro livre”. Os recursos de compensações destinados ao povo de Porto Velho precisam ser investigados. Todos, sem exceção. Com seriedade e pessoas capacitadas. Por ser dinheiro de empresa particular, as licitações para as obras de compensação social não seguem os parâmetros da lei 8666. Alguém “amigo” da prefeitura é indicado e pronto. Porém, o preço cobrado pelas empresas pelo serviço prestado para a Santo Antônio Energia é o mesmo das tabelas de obras públicas, valor bem acima do que é cobrado no setor privado. Basta comparar. Como diz o povo, “tem coelho neste mato”. Outra indagação. Por que usar dinheiro de compensação para fazer calçada na Semepe?

Quanto ao grupo político do PMDB, ao qual Pedro Beber faz parte, a “galera” novamente disputa a eleição estadual, desta vez com o médico Confúcio Moura candidato ao Governo, Senador Raupp ao Senado e Marinha Raupp para deputada federal.

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