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13/07/2010 - Século Diário Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Empresa suspeita de fraudes ligada a Aparecida fatura novo contrato milionário

Por: Nerter Samora


A empresa Impacto Máquinas, Equipamentos e Serviços Ltda., denunciada pela suspeita de superfaturamento em contratos públicos, arrematou um novo contrato emergencial com a prefeitura da Serra. O contrato, assinado no final de junho, mas publicado apenas nessa terça-feira (13), tem como objeto a prestação de serviços de limpeza e conservação em escolas pela bagatela de R$ 1,75 milhão pelo período de 60 dias. Essa é a segunda vez que a empresa foi contratada sob o mesmo expediente.

De acordo com o extrato do contrato emergencial (nº 356/2010), assinado pela secretária municipal de Educação, Márcia Lamas, a Impacto Máquinas irá suceder a si mesma na realização deste tipo de serviço.

Assim como ocorreu no ano de 2009, a prefeitura da Serra se utiliza da contratação emergencial para agraciar à empresa – que fatura vultosos contratos junto a prefeituras na área de influência da deputada estadual Aparecida Denadai (PDT), aliada de primeira hora do prefeito Sérgio Vidigal, presidente regional do PDT.

Na ocasião, ficou acertado entre a prefeitura e a empresa, conforme divulgação no Diário Oficial de 3 de julho de 2009, um valor global de R$ 4.731.394,80 para um período de 180 dias. Em dezembro do mesmo ano, a prefeitura renovou o contrato da empresa, desta vez por dispensa de licitação, pelo valor de R$ 5.022.889,01 por outro período de 180 dias.

Coincidências à parte, os clientes obtidos pela empresa no poder público gravitam em torno dos prefeitos aliados da pedetista. A relação entre Aparecida Denadai (PDT) e a empresa foi parar até no gabinete da deputada.

Para explicar essa ligação entre a empresa e a Aparecida Denadai basta recorrer ao gabinete da deputada. A irmã de Aldo Prudêncio – sócio majoritário da Impacto –, Luciane Prudêncio, é chefe de gabinete da pedetista. Estão lá também Aldo Prudêncio, irmão do prefeito de Santa Leopoldina (região serrana), Ronaldo Prudêncio (PDT). O gabinete de Aparecida está sendo transformado em sua nova base eleitoral.

O marido de Luciane, Humberto Figueiredo, deixou o gabinete de Aparecida para assumir o cargo de diretoria na Impacto, em Cachoeiro de Itapemirim. A empresa é sediada no município de Vila Velha, mas possui filial em Cachoeiro – onde possuiu contratos – e Presidente Kennedy, o mais novo “cliente preferencial” da Impacto.

No município, a empresa não teve problemas para ser escolhida para gerenciar uma frota de 64 veículos à disposição da prefeitura. O município – administrado pelo prefeito Reginaldo Quinta (PTB), um dos principais aliados de Aparecida Denadai – recorreu à contratação direta da empresa num valor próximo a R$ 5,2 milhões.

Foram firmados dois contratos para o fornecimento dos veículos. O primeiro foi assinado no dia 03 de agosto de 2009 pela bagatela de R$ 3,21 milhões por um período de doze meses. O acordo excluía os veículos utilizados pela Secretaria municipal de Saúde. Contudo, o segundo contrato, exclusivo para a área de Saúde, foi entregue também à empresa de Aldo Prudêncio, desta vez, no valor de R$ 2 milhões.

Atuando também na área de influência da deputada, a empresa havia faturado um grande contrato na prefeitura da Serra, comandada pelo aliado de primeira hora da deputada, o prefeito Sérgio Vidigal, presidente regional do PDT. O acordo tinha como objeto a prestação de serviços de limpeza e conservação das escolas do município e foi contratado de forma emergencial. Um trâmite pouco comum para este tipo de contratação, inclusive, para os valores envolvidos.

A empresa Impacto Máquinas é registrada em nome de dois sócios: Aldo Martins Prudêncio e Ricardo Horta Ribeiro. O capital social informado é de R$ 1,7 milhão – sendo R$ 1.615.000,00 das cotas em nome de Aldo Prudêncio e apenas R$ 85 mil em nome de Ricardo Horta. No entanto, a empresa é conhecida no mercado como pertencente à família Prudência – quando se inicia a relação com Aparecida.

Essa nova empresa – com o nome de Impacto – só entrou no mercado após um episódio envolvendo a prisão dos seus dois sócios (Aldo Prudêncio e Ricardo Horta) durante uma operação da Polícia Federal contra suspeitos de participarem de licitações fraudulentas no município de Água Doce do Norte, deflagrada em outubro de 2003.

Na oportunidade, a atual dupla de sócios da Impacto foi presa junto a seis outros empresários do setor de participação em um esquema de fraudes em licitações para ganhar a concessão de serviços em prefeituras do Espírito Santo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Segundo as investigações, cerca de R$ 100 mil foram desviados pelo esquema. Os recursos teriam sido enviados pela União ao Governo Estadual que repassou o dinheiro para a prefeitura municipal de Água Doce do Norte, para que a administração local investisse a verba na aquisição de equipamentos hospitalares, através da Associação Bom Jesus.

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