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06/07/2010 - Diário de Marília Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Suspeita de fraude cancela concurso e apreende provas em Guarantã

Possível corrupção para privilegiar candidatos na Câmara Municipal.

Terminou na polícia concurso público aberto pela Câmara Municipal de Guarantã (50 km de Marília), que ocorreu no domingo. Isso porque parte dos 124 candidatos que compareceram ao exame recebeu provas com respostas previamente marcadas.

Com medo de fraude, eles acionaram a Polícia Militar, que apreendeu o material suspeito. As provas recolhidas foram encaminhadas para investigação na delegacia de Cafelândia.

De acordo com o delegado Adilson Carlos Batanero, a investigação vai focar se há intervenção de funcionários ou vereadores da Câmara de Guarantã na fraude. A oposição acusa o presidente do legislativo Cleber Baraldi Viana (PSB) de corrupção.

O vereador Pedro Vaz da Silva Filho (PPS), conhecido como Lara, suspeita que o presidente Baraldi tenha interesses pessoais no processo seletivo e para isso alterou o edital original para contemplar funcionários que hoje atuam na mesma área do concurso.

“Uma das vagas era para contador. No primeiro edital a exigência era curso superior, só que depois reduziram para curso técnico. Por acaso, ou não, o atual funcionário do setor não poderia participar se a exigência fosse mantida”, disse.

O concurso visa o preenchimento de cinco cargos criados no legislativo: assessor, porteiro, motorista, escriturário e contabilista.

A empresa Mil Consultoria foi contratada para executar o concurso. A reportagem tentou contato com ela, mas não obteve retorno.

Oposição: é farra com dinheiro público

As suspeitas de corrupção na Câmara de Guarantã vão além de provas marcadas no concurso público. O atual presidente Baraldi também é investigado por improbidade administrativa e irregularidades nas contas relativas a 2009.

Vereadores que forma a frente de oposição falam em “farra com dinheiro público” e relatam diversos casos em que tentaram barrar projetos considerados “abusivos”, mas acabaram vencidos pela maioria.

Edvaldo Jerônimo (PV) conta que os custos que envolvem apenas a publicidade da Câmara, antes praticamente nulos, superaram os R$ 14 mil em 2009.

“Fazíamos anúncios esporádicos, restritos aos atos oficiais. Agora a população tem que bancar as aparições semanais do presidente no jornal”.

Flávio Alves Fortes (PP) aponta outras irregularidades como a compra de um veículo no valor de R$ 58 mil para uso exclusivo de Baraldi.

“Não questiono a necessidade de um carro. Mas estava prevista a compra de um modelo de R$ 40 mil e de uma hora para outra a situação aprovou esse novo valor, sendo que praticamente é só o presidente que faz uso dele”.

Já o vereador Antônio Salzedo Filho (PV) lembra da compra de 15 celulares para parlamentares que acabou enterrando R$ 2 mil.

“O presidente assinou o contrato com a empresa antes de remeter para a votação na Câmara. Conseguimos barrar, mas o contrato ficou vigorando por seis meses, gerando essa despesa”.

Pedro Silva Filho (PPS) acrescenta que o orçamento destinado a Câmara praticamente dobrou de dois anos para cá. “De R$ 32 mil por mês chegou a R$ 60 mil e a situação já aprovou verba suplementar de R$ 70 mil para 2010”, aponta.

Munícipes criticam situação

Com a suspensão do concurso as críticas a atuação do presidente da Câmara, que já é bastante questionada, ficaram ainda mais intensas.

Constrangida, a esposa do comerciante Adriano Polizel, que se candidatou ao cargo de contabilista não quis se pronunciar. Mas o marido reclama da falta de seriedade com que os assuntos do município são tratados por Cleber Baraldi Viana.

“Este é apenas mais um dos muitos casos que estamos percebendo. O que ele e o prefeito (Iochinori Inoue) estão fazendo com a cidade é uma brincadeira de mau gosto. E infelizmente quem paga por isso são pessoas de bem, como minha esposa”, desabafou.

O borracheiro Benedito Vasconcelos acrescenta: “Se forem investigar a fundo verão o quanto tem de sujeira ainda por ser descoberta”.

Baraldi nega acusações e se diz perseguido

O presidente da Câmara recebeu a equipe do Diário em seu gabinete. Ele atribuiu os problemas com o concurso à empresa contratada, Mil Consultoria, e se disse vítima de “acusações infundadas”. “Envolver meu nome nisso é puro interesse político”, disse.

Baraldi falou ainda que os investimentos feitos como a construção da nova sede, a compra do carro e celulares é para dar mais condição de trabalho aos vereadores. “No final do ano deixo a presidência e esses investimentos ficarão”.

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