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07/07/2010 - Jornal Pequeno Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Cinco pessoas são presas acusadas de fraudar venda de automóveis

Por: Wellington Rabello

O empresário Alessandro Martins ainda está foragido e é procurado pela Interpol.

A Polícia Civil e o Ministério Público do Maranhão começaram a desbaratar ontem uma quadrilha encabeçada pelo empresário Alessandro Martins de Oliveira, presidente da Concessionária Euromar, acusada de fraudar a venda de automóveis da Wolkswagem no Maranhão. Por meio da “Operação Euromar” foram presas cinco pessoas, quatro no Maranhão e uma em Brasília, suspeitas de integrar o ‘esquema’ que resultou no emplacamento irregular de aproximadamente dois mil veículos, utilizando nomes de locadoras de São Luís. Durante a ação, foram apreendidos computadores, documentos e quatro carros importados de propriedade do empresário, que continua foragido.

A operação foi desencadeada por volta das 2h de ontem, coordenada pela Superintendência de Polícia Civil da Capital (SPCC) e pela Superintendência Estadual de Investigação Criminal (Seic), por meio dos delegados Sebastião Uchôa e Marcos Affonso Júnior. Estiveram envolvidos dez delegados, 30 investigadores e 20 policiais do Grupo Tático Aéreo (GTA), que agiram nos bairros da Ponta d’Areia, Vinhais, São Francisco, Renascença e Turu.

Como objetivo principal, a Operação Euromar visava cumprir dez mandados de busca e apreensão e cinco de prisão, tendo como alvo funcionários da concessionária e do Departamento Estadual de Trânsito do Maranhão (Detran-MA), em São Luís. E ainda dois mandados de prisão no Distrito Federal e no estado de São Paulo, para prender diretores da montadora Wolkswagem. À frente das prisões estiveram a promotora de Defesa do Consumidor, Lítia Cavalcante; e o delegado Lucas da Costa Ribeiro Filho, da Delegacia Fazendária.

De acordo com a promotora Lítia Cavalcanti, o pedido das prisões preventivas foi motivado pelo abalo à ordem pública, à credibilidade da Justiça e pela lesão ao consumidor provocada pelo golpe aplicado pela quadrilha. “Foi um sofrimento muito grande sentido pelas vítimas da fraude. Além de tudo isso, tem ainda o tom debochado como Alessandro Martins tratava a sociedade maranhense e as próprias autoridades, principalmente ao declarar que tem amizades com desembargadores, o que lhe livraria da cadeia”, desabafou a promotora.

Ela informou que o golpe começou a ser aplicado no segundo semestre de 2008, entre os meses de outubro e novembro, se estendendo até o final do mês de janeiro de 2009, coincidindo com a ida do ex-militar Ronaldo Campos Costa, o Capitão Ronaldo, para a Controladoria do Detran-MA, e a abertura do escritório da LFF Campos Emplacamento, de propriedade de Luís Fernando Ferreira Campos, dentro da Euromar. Os dois foram presos durante a operação realizada ontem.

Crise financeira mundial – Segundo Lítia Cavalcanti, o golpe foi idealizado pela própria Wolkswagem, no ano de 2008, durante a crise financeira mundial que provocou o acúmulo de veículos nos pátios das montadoras. Lítia contou que as fábricas chamaram as concessionárias para arquitetar a fraude por meio das locadoras, sendo facilitada no Maranhão devido à ausência de outra empresa para concorrer com a Euromar.

A promotora afirmou que o golpe teve dois momentos. No primeiro, Alessandro Martins pegava o cadastro das locadoras no sistema da Euromar e, junto com Débora Mendes Sampaio (diretora comercial da concessionária) e Carlos Wilson Rolim de Castro (diretor de vendas) – também presos ontem, viabilizavam a compra na Wolkswagem. “Os carros saíam da montadora com notas fiscais falsas, em nome das locadoras”, reforçou.

Como informou Lítia Cavalcanti, a segunda fase dizia respeito à legalização da documentação do veículo junto ao Detran, momento em que entrava em cena o Capitão Ronaldo e Luís Fernando – que são cunhados. Isso porque a venda acontecia de forma casada, devendo o emplacamento ocorrer na LFF Campos Emplacamento; e, caso o cliente não aceitasse, o negócio não era concretizado. “Dessa forma, eles tinham certeza que tudo iria sair como combinado, uma vez que Luís Fernando repassava a documentação para o ex-militar fazer a legalização dentro do Detran”, ressaltou.

O quinto preso foi o diretor da Wolkswagem, Anderson Tadeu de Paula, capturado em Brasília. Falta ainda outro diretor da montadora, que deve ser capturado em São Paulo. A promotora informou que podem haver mais indiciados e acusados.

Os mandados de busca e apreensão e de prisão foram expedidos na semana passada, a pedido dos promotores Lítia Cavalcanti (Consumidor) e José Augusto Cutrim, da Ordem Tributária. A ordem para prender os acusados partiu das juízas Oriana Gomes, da 10ª Vara Criminal, e da juíza Andréa Furtado Lago, da 4ª Vara Criminal de São Luís.

Foragido – Contra Alessandro Martins existem dois mandados de prisão, e como ele ainda não foi localizado já é considerado foragido da Justiça. O secretário estadual de Segurança, Aluísio Mendes, informou que a informação sobre a decretação da prisão e foto do empresário foram repassadas para a Polícia Rodoviária Federal, Polícia Federal e para a Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol), pois devido ao poder econômico dele é provável que esteja em outro país. “Além dessas providências, a Central Disque Denúncia está oferecendo a recompensa de R$ 2 mil para quem der notícias seguras sobre o paradeiro de Alessandro Martins. As informações podem ser repassadas, com garantia de sigilo da fonte, para os números (98) 3223-5800 (capital) e 0300-313-5800 (interior).

Entre os carros de Alessandro Martins apreendidos, todos importados, está a Ferrari vermelha, de placa EGG-0222, que estava no edifício Two Towers, onde o empresário tem um apartamento, na Ponta d’Areia. Também foram levados para o pátio da Segurança Estadual de Segurança, um Passat preto, de placa NHM-0009; um Audi Q7 preto, placa NHB-0007; e um Touareg preto, placa NHO-0002. Ainda está sendo procurado pela polícia um Astra, que não teve a placa divulgada para não atrapalhar as investigações.

A promotora Lítia Cavalcanti afirmou que é preciso fazer uma reorganização no Detran, pois várias placas foram fornecidas de forma irregular. E que o órgão necessita passar, urgentemente, por uma auditoria. Ela disse que os documentos apreendidos serão analisados para ver o que é fundamental para as investigações.

As quatro pessoas presas em São Luís foram conduzidas ainda na madrugada para a sede da Secretaria de Segurança, no Outeiro da Cruz. Em seguida, Luís Fernando e Carlos Wilson foram para o Centro de Triagem de Pedrinhas, Débora Sampaio para o Centro de Detenção Provisória Feminino, em Paço do Lumiar; e o Capitão Ronaldo, por ser ex-militar, para o quartel do Comando Geral da Polícia Militar, no Bairro do Calhau, onde ficarão à disposição da Justiça.

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