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17/05/2007 - O Globo Online/Diário de São Paulo Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Falso banqueiro suíço dá golpe de R$ 20 milhões

Por: Cristina Christiano e Guilherme Russo


SÃO PAULO - Um falso banqueiro suíço, acusado de aplicar golpes que superam os R$ 20 milhões, foi preso por policiais do 78º Distrito (Jardins) nesta quarta-feira . Segundo a polícia, o economista Antônio Carlos Costa Prado, de 58 anos, lesou empresários, fazendeiros e grandes investidores do Brasil inteiro desde 2005.

Prado se dizia representante no país do First Internacional Zurich Bank — um banco fantasma que alegava ser da Suíça — e oferecia altas quantias em empréstimo, com facilidade para liberação do dinheiro, juros baixos e longo prazo de pagamento. Em troca, cobrava 10% do valor adiantado, para taxa de operação e seguro. O cliente ficava na mão.

- Sou vítima do sistema. Não precisava passar por esse constrangimento - disse, ao chegar algemado na delegacia.

Prado estava com mandado de prisão preventiva expedido pela 2º Vara Criminal de São Paulo desde janeiro, com validade até 2014. A polícia o localizou no quarto 314 do Hospital Sírio-Libanês, na Bela Vista. Ele teria se internado pela manhã para fazer tomografia, a pretexto de escapar de uma audiência no Fórum Criminal da Barra Funda, no dia anterior, onde responde a outro processo de estelionato.

Policiais comentam que o advogado dele teria dito ao juiz que seu cliente estava doente para adiar a audiência. Enquanto isso, ele o aguardava no estacionamento. A ficha de antecedentes criminais de Prado é antiga.

Para dar base aos golpes, Prado montou o ‘banco’ em um prédio suntuoso da Rua Batatais, nos Jardins. Depois, colocou anúncios oferecendo emprego a ex-gerentes de bancos com carteira de clientes e investidores em todo o país.

Um desses gerentes chegou a contatar um fazendeiro baiano, seu ex-cliente, para oferecer empréstimos com as facilidades anunciadas. O fazendeiro entregou a documentação exigida e logo foi informado que o pedido havia sido aprovado. Acabou perdendo R$ 1,3 milhão na véspera da suposta liberação do dinheiro.

Segundo as investigações, para convencer os clientes a fazer os empréstimos, Prado só tratava de negócios durante jantares ou almoços em restaurantes sofisticados. Além disso, valia-se de sua formação para exibir um “economês” acima de qualquer suspeita. Quando a vítima tinha dúvidas, dizia: "Não pense. O dinheiro vai ajudar a ampliar sua empresa".

Clientes eram atraídos em hotéis

Fotos de Antônio Carlos Costa Prado foram distribuídas pela polícia paulista em hotéis de luxo do Rio de Janeiro, onde o acusado se hospedava para atrair novas vítimas.

Elegante, sempre vestido com roupas de grandes grifes internacionais, educado, com modos finos, Prado era considerado pessoa acima de qualquer suspeita. Suas vítimas, segundo a polícia, chegavam até a se sentirem lisonjeadas por estarem fazendo negócios com um executivo do porte que Prado as fazia acreditar que tinha.

Mesmo diante da polícia, quando era desmascarado, Prado não perdia a pose. Em 1995, o delegado Marcos Gomes Moura — o mesmo que ontem prendeu o falso banqueiro — descobriu que Prado tentava fugir para a Alemanha e foi ao aeroporto prendê-lo. Ao ser informado de que havia mandado de prisão contra ele, Prado olhou o delegado de baixo para cima, com ar de superioridade, é respondeu: “Fale baixo, você não vê que todo mundo está olhando para nós?”.

Prado mora em um apartamento de 350 metros quadrados na Rua Guarara, nos Jardins. O prédio tem um apartamento por andar, e o imóvel, quatro suítes e três salas. Ele também é dono de três automóveis e de mansões em Bragança Paulista e Santos.

O delegado Moura conta que quando a polícia foi procurar o falso banqueiro em seu apartamento, o zelador e o porteiro tentaram acobertá-lo. Eles alegaram que não tinham o código de acesso para entrar no andar onde Prado morava.

O falso banqueiro vinha sendo procurado desde o início do ano e estava foragido. Ao saber de sua prisão, várias pessoas que acreditaram nas promessas dele procuraram a delegacia. Seis vítimas já o identificaram formalmente.

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