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06/07/2010 - Jornal Cruzeiro do Sul / Agência Estado Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Golpista seduzia e extorquia mulheres que conhecia pela internet

Por: Elvis Pereira


Com um enredo que envolvia de ascendência russa e alemã a ameaças da máfia chinesa, Douglas Coelho de Oliveira, de 27 anos, enganou a namorada que conheceu pela internet e tentou extorqui-la em US$ 74 mil. Acabou preso no último dia 24 num shopping da zona oeste de São Paulo. Outras três mulheres já procuraram o Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado (Deic) para denunciá-lo.

Oliveira e a vítima, uma paulistana de 32 anos, conheceram-se por meio de um site de relacionamentos em fevereiro deste ano. O estelionatário apresentou-se como Maurício Coelho Kojoskowhitt Zimmernann. A combinação do sobrenome era decorrente da mãe russa e do pai alemão. O rapaz afirmava ainda ser fiscal da Receita Federal e tradutor. Em meio à relação, o estelionatário depositou na conta bancária dela um cheque de R$ 20 mil. Alegou que a conta dele fora bloqueada por estar afastado da Receita. Após o cheque ser compensado, pediu o cartão da namorada e a senha para movimentar o dinheiro. Gastou os R$ 20 mil e muito mais, com conivência dela.

Além disso, nesse período, viajou para o Nordeste com a namorada, às custas dela. Submeteu-se a operações plásticas no rosto e no abdome, também pagas por ela. No fim, recebeu dela um Jetta, modelo de luxo da Volkswagen, cujo preço parte de R$ 79 mil. O carro foi financiado. Diante dos crescentes gastos, a família da vítima a questionou sobre o relacionamento. Desconfiada, a paulistana procurou o Deic no início do mês passado e descobriu que o Maurício não existia. "Havia inclusive na internet páginas alertando que ele era estelionatário", afirmou o delegado Jan Plzak, do Deic.

A vítima tentou terminar o namoro. Oliveira inventou, então, uma nova história. Afirmou à vítima que um ex-namorado dela contraíra uma dívida com a máfia coreana. Se o débito não fosse quitado, os criminosos matariam algum familiar dela. O caso de estelionato transformou-se em extorsão e o Deic orientou a paulistana a tentar diminuiu o valor. A vítima conseguiu reduzir a cobrança de US$ 74 mil para R$ 23 mil e combinou de entregar num shopping. Ao pegar o dinheiro dela atrás de uma pilastra, recebeu voz de prisão. "Ele se mostrou muito arrogante e falou: ‘Vocês não sabem com quem estão mexendo’", relembra o delegado.

Oliveira morava em Diadema, na região do ABC. Reunia duas passagens na polícia por uso de documento falso e outra por falsidade ideológica. Afirmou ser tradutor, mas fala apenas português. Está preso no Centro de Detenção Provisória de Pinheiros (CDP), na zona oeste da capital.

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