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30/06/2010 - Gazeta Digital Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

O "jeitinho brasileiro"


Operação realizada pela Polícia Federal em 7 Estados buscou provas contra emissão de diplomas falsos em instituições que operam na área de cursos a distância. As normas estabelecidas pelo Ministério da Educação (MEC) e leis contidas no Código Penal Brasileiro foram desobedecidas e rasgadas.

Educação é assunto sério, tal como Saúde e Segurança Pública. O primeiro setor remete aos demais. Quem obtiver um diploma falso de medicina fatalmente vai cometer ato que desfavorecerá um paciente. O mesmo remete-se ao agente público.

Mas o que leva uma pessoa a buscar o ilícito para mais rapidamente ter em mãos diploma para exercer a profissão? No nosso país a infame frase "jeitinho brasileiro" passou à regra. Em todos os lugares o que mais se observa são pessoas em busca de fórmulas "mágicas" para suprir reduzir o tempo de permanência na escola.

Obter de forma mais rápida diplomas universitários, ensino médio ou técnico, é uma dessas fórmulas. Trata-se, portanto, de mão de via dupla. Só existe o golpe porque há pessoas que querem chegar mais rápido ao objetivo. Assim forma-se a dupla "estelionatário e ganancioso".

E sempre quem perde é, no caso dos diplomas, a população que fica nas mãos de maus profissionais. Há muitos médicos, advogados, professores, jornalistas, entre outros, que circulam no meio da sociedade aplicando receitas, sugestões e outras prestações de serviços de forma errônea.

É por isso que se veem na sociedade jovens ou adultos sem quaisquer resquícios de responsabilidade ou compromissados com os juramentos feitos na formatura do curso superior.

O "jeitinho brasileiro", assim como a mentira, não têm longevidade. Ambos são descobertos de alguma forma, mesmo que demorem alguns anos. Sempre há alguém que quer chegar mais rápido ao objetivo, mesmo que isso lhe custe a execração pública.

Mas quem tem o "jeitinho brasileiro" nunca dá muita importância para críticas ou mesmo punições por parte da Justiça. De alguma forma essas pessoas não devem ser bem vistas. São uma espécie de "heróis" sem caráter, igual a Macunaíma, personagem-título do romance de Mário de Andrade.

Caráter vem de família e a maior parte desta instituição não consegue mais passar adiante valores éticos e de comportamento, resta esperar por punições da Justiça. Nesse caso é melhor sentar-se.

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