Monitor das Fraudes - O primeiro site lusófono sobre combate a fraudes, lavagem de dinheiro e corrupção
Monitor das Fraudes

>> Visite o resto do site e leia nossas matérias <<

CLIPPING DE NOTÍCIAS


Acompanhe nosso Twitter

01/07/2010 - Diário da Manhã Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Associação suspeita de falso convênio

Por: Eliane Barros

S.O.S do Brasil teria conseguido doações de forma ilegal. Responsáveis se dizem inocentes. 30 são detidos.

Ação da Polícia Civil prendeu, ontem, 30 pessoas entre diretores e funcionários da Associação S.O.S do Brasil, localizada na Rua Hungria no Setor Jardim Europa, suspeitos de utilizar um falso convênio com o Hospital Araújo Jorge para obtenção de doações para doentes de câncer. A denúncia foi feita no 20ª DP pelo próprio hospital que alegou estar sendo vítima da associação que arrecadaria cerca de R$ 80 mil por mês para fins particulares. A associação foi fechada e a polícia apreendeu equipamentos eletrônicos, telefones e ainda 40 cestas básicas que seriam distribuídas.
A presidente da instituição Marly Francisca Luiz; o irmão Verediano Antônio Neto, administrador; a esposa Maria Altina Tereza dos Santos, secretária e José Antonio Pereira de Souza, gerente de Recursos Humanos e outras 16 pessoas responderão pelos crimes de estelionato e formação de quadrilha. Outros seis suspeitos que residem fora da cidade também serão indiciados. Na delegacia, os representantes da S.O.S Brasil disseram que estavam sendo vítimas de perseguição. Segundo a denúncia, funcionários da S.O.S Brasil, ligavam para a residência do contribuinte e diziam ser uma instituição parceira do Araújo Jorge. A doação era agendada e o dinheiro iria para a sede da S.O.S. de forma clandestina. A associação de Combate ao Câncer em Goiás, que mantém o Hospital Araújo Jorge sediado em Goiânia, disse que o processo de captação de recursos é feito exclusivamente por funcionários da ACCG e a que a instituição acusada não possui parceria com nenhuma outra organização para realizar este tipo de captação.
Verediano Antônio, que administra a S.O.S relatou que a instituição não tem fins lucrativos e sempre foi perseguida pelo hospital porque recebem muitas doações. O administrador ressaltou que a instituição não utilizava o nome do Araújo Jorge, nem da ACCG para as arrecadar as doações. Ele diz que era comum na abordagem por telefone, as pessoas contactadas confundirem as instituições que trabalham com o mesmo propósito, que é a ajuda aos doentes de câncer.
“Somos perseguidos porque ao ligarem para as pessoas, elas dizem que já doaram para nós. Nunca falamos que somos da ACCG, mas a confusão sempre ocorria porque também trabalhamos com doentes de câncer”, justifica Verediano. Na delegacia desde o período da manhã, a esposa de Verediano, também indiciada, Maria Altina, 38, disse que todas as funcionárias de telemarketing eram instruídas a esclarecer que a instituição era desvinculada do hospital ou qualquer outra associação ligada ao Araújo Jorge, já que sempre eram confundidos. Maria Altina também sustentou que estão sendo vítimas de perseguição. Segundo a secretária, as pessoas cadastradas pela S.O.S Brasil passavam por uma triagem no Serviço Social, orientado por uma assistente social e então recebiam as doações.

Salário

Ainda segundo Altina, todos os funcionários que trabalhavam na associação tinham carteira assinada com salário mínimo mais gratificações. Hoje seriam entregues 40 cestas básicas que acabaram apreendidas no 20° DP. Altina afirmou que várias casas de apoio em Goiânia indicavam pacientes para serem contemplados com a ajuda. O dinheiro das doações era utilizado nas compras de remédios de alto custo, suplemento alimentar, alimentação por sonda, fraldas geriátricas e infantis e cestas básicas. A S.O.S ainda emprestava cadeiras de roda, moletas e andadores para os cadastrados. “Ainda tínhamos os gastos com os funcionários. Oferecemos gratificação além do salário para que o pessoal se empenhe nas ligações. Estamos sem almoço aqui na delegacia até agora (de tarde) e hoje seriam entregues as cestas básicas das pessoas, mas trouxeram tudo para a delegacia. Não somos criminosos e agora fomos envergonhados perante a sociedade”, desabafa a secretária Altina.

Página principal do Clipping   Escreva um Comentário   Enviar Notícia por e-mail a um Amigo
Notícia lida 567 vezes




Comentários


Nenhum comentário até o momento

Seja o primeiro a escrever um Comentário


O artigo aqui reproduzido é de exclusiva responsabilidade do relativo autor e/ou do órgão de imprensa que o publicou (indicados na topo da página) e que detém todos os direitos. Os comentários publicados são de exclusiva responsabilidade dos respectivos autores. O site "Monitor das Fraudes" e seus administradores, autores e demais colaboradores, não avalizam as informações contidas neste artigo e/ou nos comentários publicados, nem se responsabilizam por elas.


Patrocínios




NSC / LSI
Copyright © 1999-2016 - Todos os direitos reservados. Eventos | Humor | Mapa do Site | Contatos | Aviso Legal | Principal