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10/05/2007 - Jornal da Manhã Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

GOLPE DO BOLETO - Acusado de fraude bancária é procurado


Uma denúncia do Banco do Brasil, recebida pela Polícia Civil na semana passada, desencadeou uma investigação que culminou, nesta terça-feira, com a prisão de dois empresários. Segundo a polícia, o grupo desviava boletos bancários, adulterava o código de barras e a conta do beneficiário. As correspondências seguiam normalmente para os destinos e os clientes quitavam os débitos, mas o dinheiro nunca chegava às empresas. Dois empresários de Araçatuba foram pesos; um homem é procurado em Marília.
Os irmãos Vinicius Luiz Seleguim, 29 anos, e Willian Antônio Seleguim, de 24, presos pela polícia de Araçatuba, são proprietários de dois postos de combustíveis na cidade. Segundo o delegado Wilson Disposti, titular do 1º Distrito Policial, uma conta corrente da empresa recebeu depósitos do esquema.
“É um tipo de golpe relativamente novo, não sabemos detalhes. Eles usam recursos gráficos para alterar o código de barras e mudar o beneficiário do pagamento. Para o cliente, a conta está paga, mas a empresa não recebe o repasse”, detalhou Disposti.
A quadrilha seleciona faturas de alto valor para aplicar o golpe. Um único pagamento recebido na agência central do Banco do Brasil de Marília deixou prejuízo de R$ 75 mil. Conforme explicou o delegado, a vítima neste caso é a empresa que deixa de receber o montante. “Eles (criminosos) obviamente mantém o nome da empresa e o valor, só alteram dados que o cliente não desconfia”.
O operador de caixa, no ato do recebimento, também não tem condições de averiguar as informações. O crime só é descoberto quando a empresa cobra o cliente e descobre que, embora o boleto esteja autenticado, não houve repasse da instituição financeira. O banco tenta fazer o rastreamento, mas os valores já foram sacados das contas dos “laranjas”.

Erro fatal

A polícia admite a hipótese de um erro na ação da quadrilha, que normalmente usava contas de “laranjas” para dificultar o rastreamento do dinheiro. “Descobrimos depósitos recentes na conta da empresa. Eles podem ter trocado os titulares, ou usaram os próprios nomes por excesso de confiança”, explicou o delegado.
Durante uma busca, a polícia de Araçatuba apreendeu documentos que comprovariam o envolvimento dos irmãos no esquema. O delegado ainda não esclareceu como as correspondências eram desviadas dos Correios e depois retomavam o destino. “Vamos investigar a entrega das faturas”, disse.
Um homem identificado como Rogério Ferreira Gomes, supostamente morador em Marília e dono de empreiteira em Araçatuba, não foi localizado pela polícia. Ele seria o chefe do esquema, mas há suspeitas que esta seja apenas uma de suas identidades.
Os dois empresários detidos respondem por estelionato e crime contra o sistema financeiro. Eles estão recolhidos na Cadeia Pública do município de General Salgado.

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