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23/06/2010 - Mais Comunidade Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Fraude na Secretaria de Saúde

Por: Fábio Magalhães

Assessora comissionada é presa por falsificar assinatura de ex-chefe. Segundo a polícia ela chegou a receber R$ 800 mil de propina.

A polícia prendeu, na manhã de hoje (23), a assessora comissionada da Diretoria de Controle e Finanças da Secretaria de Saúde, Maria de Cássia Batista Lima, que é acusada de falsificar a assinatura de um ex-chefe em processos de retirada de multas aplicadas à empresa Hospefar Indústria e Comércio de Produtos Hospitalares e receber propinas de mais de R$ 800 mil.

Após denúncia de um servidor sobre possível esquema de corrupção na secretaria, e três meses de investigação, a Delegacia de Combate a Crimes Contra a Administração Pública (Decap) deflagrou a Operação EIR, nela, foram cumpridos um mandado de busca com apreensão de documentos no 13º andar do anexo do Palácio do Buriti, e outro no Arquivo Central da Secretaria de Saúde e a prisão da servidora que ocorreu na casa dela no Recanto das Emas.

A empresa citada descumpria alguns acordos estabelecidos nas licitações, principalmente no que diz respeito ao prazo de entrega dos utensílios hospitalares superior ao que foi acordado. A Secretaria de Saúde aplicava sanções à empresa e por meio da propina paga a Maria de Cássia as multas eram retiradas. A retirada das multas podia ser feito apenas pelo chefe da Unidade de Administração Geral.

Segundo o delegado-chefe da Decap, Flamarion Vidal, estima-se que o esquema rendeu mais de R$ 800 mil à servidora, que tem um padrão de vida superior ao que recebe. Há suspeitas também que a fraude possa ter atrapalhado, por falta de material, o atendimento aos cidadãos que procuram o sistema público de saúde. “Acredito que eventuais faltas de materiais e instrumentos nos hospitais públicos podem ser ocasionados pelo esquema”, explica o delegado.

A operação que teve como foco somente os contratos firmados com uma empresa, com a descoberta das irregularidades, será expandida e analisará aproximadamente 2 mil processos de aplicação de multa desde o ano de 2007, quando Maria de Cássia passou a fazer parte do quandro de funcionários da Secretaria de Saúde. A acusada ainda não foi ouvida pela polícia. Ela poderá responder por corrupção ativa e passiva. Se condenada pode pegar de dois a 12 anos de prisão.

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